China se aproxima do sonho da liderança no quadro de medalhas

País anfitrião já realiza sua melhor campanha olímpica, com 41 medalhas de ouro; EUA estão em 2º, com 25

Efe,

19 de agosto de 2008 | 07h41

Faltando pouco menos de uma semana para o fim das competições em Pequim, a torcida chinesa começa a acreditar que o país pode superar os Estados Unidos e terminar na liderança do quadro de medalhas logo em sua primeira edição como anfitrião dos Jogos Olímpicos.     Veja também:  Quadro de medalhas   Com 41 medalhas de ouro no geral - e apesar de decepções como a desistência do atleta Liu Xiang nos 110 metros com barreiras por conta de uma lesão -, a China já realiza sua melhor campanha olímpica - em Atenas, foram 32 idas ao ponto mais alto do pódio.   Os americanos aparecem com 25, sendo oito apenas do nadador Michael Phelps. Apesar de terem muita chance no atletismo, eles podem ficar ainda mais atrás, já que os anfitriões têm boas chances de ouro no tênis de mesa, boxe e taekwondo.   Por enquanto, a primeira posição no número de ouros traz um clima de euforia entre os chineses, que lotam estádios de bandeiras vermelhas e já se consideram a maior potência esportiva do planeta.   Para ajudar, a imprensa do país vem dando destaque a medalhas em provas menos populares, tais como levantamento de peso e ginástica, com muitas imagens e entrevistas no canal estatal. Além disso, cada campeão olímpico tem um selo lançado pelo serviço postal do país quase 24 horas depois do triunfo.   A possibilidade de a China liderar o quadro de medalhas sempre foi bem vista pela torcida, mas muitos achavam que seria muito complicado diante da já conhecida tradição dos Estados Unidos nos esportes olímpicos.   "A China nunca fixou o objetivo de terminar em primeiro lugar no quadro de medalhas. Ainda existem diferenças entre a China e as competições de elite em muitas modalidades", disseram fontes do comitê olímpico local faltando uma semana para o início dos Jogos.   Por outro lado, todos lamentam que a nação provavelmente não levará nenhum ouro no atletismo, um dos principais esportes dos Jogos Olímpicos.   Ficando em primeiro ou não, a ascensão da China em termos de Jogos é evidente: o país foi quarto lugar no quadro de medalhas da edição de 1996, em Atlanta (16 ouros), subiu para terceiro em 2000, na cidade australiana de Sydney, com 28, e ficou em segundo há quatro anos, na capital grega.   Os únicos Jogos Olímpicos em que a China não levou nenhuma medalha foram os de 1948, em Londres, na sua primeira participação. A nação levou uma modesta delegação de 26 atletas, enquanto vivia uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas.   Após décadas de isolamento, a China voltou aos Jogos Olímpicos no ano de 1984 e se destacou na cidade americana de Los Angeles ao ficar na quarta posição, com 15 ouros.   Com cinco primeiros lugares, os chineses foram apenas figurantes na edição de 1988, em Seul, mas voltaram à elite novamente no ano de 1992, ao ficarem novamente em quarto, com 16 ouros. Desta vez, o país pode entrar para a história ao terminar na liderança.

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