China simula terrorismo para testar segurança nos Jogos

Forças chineses frustram um distúrbio e sobem em edifícios para liberar falsos reféns

Agência Estado,

29 de abril de 2008 | 20h35

As forças chinesas frustraram um distúrbio simulado e subiram em edifícios para liberar falsos reféns, durante exercícios de segurança preparados para mostrar que a China está pronta para enfrentar contingências nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. A simulação foi feita dias depois de Ronald Noble, secretário geral da Interpol (organização internacional da polícia), dizer que existia uma "possibilidade real" de ataque terrorista na Olimpíada. Veja também: O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo Tocha olímpica encerra revezamento internacional no Vietnã Para a Interpol, o revezamento da tocha olímpica pelo mundo, marcado por manifestações que exigem mais direitos humanos na China e a emancipação do Tibete, região sob domínio chinês, evidenciou o perigo de ataques terroristas nos Jogos de Pequim. "A cidade de Pequim se encarregará firmemente de cumprir as ordens dadas pelo presidente Hu Jintao", prometeu, durante a demonstração desta terça-feira, o vice-ministro de Segurança Pública da China, Liu Jing. "Imporemos normas e estritos requisitos entre nós e faremos o trabalho com níveis de primeira classe." A máxima autoridade de segurança na China, Zhou Yongkang, e o ministro da Segurança Pública, Meng Jianzhu, também presenciaram o evento desta terça-feira, que envolveu policiais, soldados, paramilitares, esquadrões especializados em substâncias químicas e equipes da Swat (unidade de elite). As forças especiais, vestidas de preto, iniciaram o evento com rotinas coreografadas de artes marciais, enquanto a polícia simulou uma perseguição a um automóvel roubado que terminou com o criminoso no chão e algemado. Em outra encenação, um grupo de violentos torcedores de futebol cercaram um ônibus, jogaram mesas e incendiaram um carro. Ação para a polícia antidistúrbio.  O ponto culminante do ensaio foram os exercícios contra o terrorismo. Em um deles, homens das forças de segurança vestidos como funcionários da limpeza pública se esconderam em latas de lixo para interceptar um presumido ônibus seqüestrado. Em outro, homens de preto desceram de helicópteros e subiram num prédio para um falso resgate de reféns.

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