China tem de cumprir promessas sobre direitos humanos

COI é pressionado pela Associação Mundial de Jornais para cobrar do governo chinês uma postura mais liberal

EFE

31 de julho de 2008 | 10h28

A Associação Mundial de Jornais (WAN, em inglês) pediu nesta sexta-feira ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que pressione a China para que cumpra as promessas feitas ao ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos, e acabe com "seus flagrantes e persistentes abusos aos direitos humanos".Veja também: COI diz que imprensa deveria ter sido informada das restrições China: censura na internet se limita a 'informação ilegal'Além de pedir a libertação dos jornalistas presos no país, a WAN convidou também, em comunicado, todos os participantes estrangeiros nos Jogos, sejam atletas, patrocinadores, imprensa e outros participantes, a que atuarem diante das autoridades chinesas para acabar com as violações aos direitos humanos.Quando defendiam a candidatura de Pequim para os Jogos, as autoridades chinesas tinham afirmado que os meios de comunicação teriam "liberdade completa" para a cobertura informativa, lembrou.Denunciou que não só não cumpriram essas promessas, mas "intensificaram sua pressão sobre os jornalistas e outros que tentam exercer seus direitos de liberdade de expressão".Além disso, alguns repórteres estrangeiros que vão à China "são regularmente acossados e inclusive expulsos, como ocorreu em março de 2008 com os eventos no Tibete", denunciou a associação. A associação de editores reclamou que a situação é pior para os jornalistas chineses, e afirmou que, desde a designação de Pequim em 2001 como cidade organizadora dos Jogos, 31 deles foram presos e 16 deles continuam detidos.No total, 30 jornalistas e 50 "cyber dissidentes" estão atrás das grades nas prisões chinesas, ressaltou a associação, que representa 18 mil jornais, durante uma campanha realizada nos últimos meses em periódicos de cerca de 20 países.

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