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Chinesa e americana pulverizam marcas nos Jogos Olímpicos do Rio

Atletas derrubaram dois recordes olímpicos e dois mundiais cada uma

Guilherme Duarte, Paulo Favero e Rodrigo Bugarelli, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2016 | 05h00

São duas mulheres as recordistas de recordes quebrados até agora na Olimpíada do Rio. A chinesa Wei Deng, do levantamento de peso, e a americana Katie Ledecky, da natação, quebraram dois recordes olímpicos e dois mundiais cada nas modalidades que disputaram na cidade fluminense. As duas só são batidas por um time: a equipe britânica de ciclismo, que não disputa de maneira individual. Cinco recordes foram superados pela delegação da Grã-Bretanha na modalidade perseguição por equipes, somando as categorias masculina e feminina.

Ledecky foi o principal nome da natação nos Jogos Olímpicos no que diz respeito à quebra de recordes e foi embora do Rio com cinco medalhas na bagagem. Ela já chegou ao Rio como sensação das piscinas e provou isso principalmente nos 400 m e 800 m livre, quebrando seis marcas. No total, ela registrou dois novos recordes mundiais e olímpicos nessas provas, em que se sagrou campeã. “Eles existem para serem quebrados”, diz a atleta.

A façanha da norte-americana começou nas provas dos 400 m livre, quando nas eliminatórias marcou 3min58s71 e bateu o recorde olímpico, que era da francesa Camille Muffat. A marca anterior (4min01s45) foi feita em 29 de julho de 2012, nos Jogos de Londres.

Na final dessa prova, Ledecky nadou mais forte ainda e quebrou o recorde mundial e olímpico ao fazer o excelente tempo de 3min56s46, diminuindo quase em dois segundos os recordes anteriores, que era dela mesma (3min58s37). Curiosamente, o recorde anterior da atleta é também o recorde mundial júnior, que foi conquistado em 2014, quando ela tinha 17 anos.

Mas foi nos 800 m livre que a expectativa de quebra de recorde se confirmou conforme todos os prognósticos. A superioridade de Ledecky nessa prova é tão grande que ela não perde para qualquer rival desde que tinha 13 anos. No Rio, não foi diferente. Nas eliminatórias, bateu o recorde olímpico ao marcar 8min12s86 – a marca anterior era 8min14s10, dos Jogos de Pequim, feita por Rebecca Adlington.

“Nos Jogos de Londres, quando competi nos 800 m livre, fiquei impressionada por estar numa Olimpíada. Então tentei tomar isso como exemplo para chegar novamente a essa competição, treinando durante todo ciclo olímpico”, conta Ledecky, que ganhou o ouro quatro anos atrás na Olimpíada quando tinha apenas 15 anos.

E foi na final que Ledecky pulverizou todas as marcas dos 800 m livre, ao fazer 8min04s79, derrubando seu próprio recorde mundial, que era de 8min06s68, conquistado em janeiro deste ano. Existia, inclusive, a expectativa de que ela pudesse diminuir a marca pela primeira vez abaixo dos oito minutos, mas isso não aconteceu.

“Após o Mundial de 2013, eu me coloquei três metas para a Olimpíada: nadar em 3min56s ou melhor nos 400 m livre, quebrar a marca de 8min05s nos 800 m livre e ganhar o ouro nos 200 m livre. Consegui todos esses objetivos e agora tenho de pensar em novos”, afirma Ledecky.

Já nos 200 m livre, prova em que não é especialista, mas, mesmo assim, levou o ouro, ela chegou perto do recorde olímpico ao marcar 1min53s73 – o tempo, de Allison Schmitt, de 31 de julho de 2012, é 1min53s61

LEVANTAMENTO

Já Wei Deng ganhou a medalha de ouro na categoria de 63 kg do levantamento de peso feminino, mas quebrou dois recordes mundiais diferentes. Nessa prova, o vencedor é aquele que consegue levantar mais peso na soma de dois movimentos separados. O primeiro deles é o arranco, em que a barra deve ser erguida em um único movimento sem ser apoiada no corpo.

O segundo se chama arremesso: o atleta primeiro coloca a barra acima do ombro e, em seguida, a ergue totalmente acima da cabeça enquanto abre as pernas em forma de tesoura. A chinesa bateu o recorde mundial – e, consequentemente, o olímpico – tanto no arremesso, após levantar 147 kg, quanto no total, com carga de 262 kg.

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