Chineses estudam plano para a passagem da tocha pela Índia

Protestos pró-Tibete deverão ser mais ardorosos na Índia e China quer evitar problemas diplomáticos

EFE

07 de abril de 2008 | 18h04

Uma equipe de especialistas chineses chegará na semana que vem à Índia para estudar, ao lado da Associação Olímpica Indiana, o plano de segurança preparado para garantir a segurança da tocha olímpica em sua passagem pela Índia.Veja também: Protestos em Paris cancelam revezamento Imagens dos problemas no revezamento em Paris Manifestantes pró-Tibete escalam a Golden Gate Bridge Manifestantes apagam tocha olímpica no trajeto em Paris China condena ataques à tocha olímpica; COI condena atentado Chineses censuram cobertura da tocha olímpica apagada em ParisSegundo uma fonte do serviço de Inteligência indiano, citada pela agência "Ians", seu departamento havia sido informado da chegada de funcionários chineses para trabalhar nos detalhes da rota da tocha e do desdobramento das forças de segurança. De acordo as informações, a segurança do evento ficará a cargo das autoridades indianas.O vice-ministro de Exteriores indiano, Anand Sharma, assegurou, nesta segunda-feira, não dispor de informações a respeito da suposta chegada da delegação chinesa. Sharma disse que o Governo indiano está comprometido com a completa segurança da tocha olímpica durante sua passagem por território indiano. "Confiamos na segurança e no respeito ao percurso da tocha. Nossos funcionários e nossas agências de segurança estão capacitados", acrescentou.Além disso, ele revelou que o Executivo indiano não recebeu "nenhuma proposta" por parte da China para que o Governo de Pequim se encarregue da segurança da tocha em território indiano.Na semana passada, o ministro de Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, manteve contato telefônico com seu homólogo chinês, Yang Jiechi, no qual garantiu que a passagem da tocha seria realizada "sem problemas". As autoridades indianas anunciaram, então, que o trajeto percorrido pela tocha seria reduzido de nove para três quilômetros, devido à inquietação manifestada por Pequim.Desde 10 de março, monges budistas, apoiados pela população civil, vêm protagonizando protestos para lembrar o aniversário da fracassada rebelião de 1959 no Tibete e em outros lugares como a Índia ou Nepal.Calcula-se que a Índia tenha cerca de 130 mil refugiados tibetanos, que abandonaram seus lares após a revolta que forçou o exílio do Dalai Lama. O Governo tibetano no exílio e seu líder político e espiritual têm sua sede na cidade indiana de Dharamsala, nos arredores do Himalaia.

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