Francisco Medeiros / Mnistério do Esporte
Francisco Medeiros / Mnistério do Esporte

COB planeja quarentena de 12 dias para atletas brasileiros nos Jogos de Tóquio

Período será necessário para se adequar aos protocolos do governo japonês

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2021 | 10h00

Os atletas brasileiros vão precisar encarar uma quarentena de 12 dias no Japão para a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados de 2020 para este ano por causa da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), esta é a previsão de tempo para que os brasileiros possam se adequar aos protocolos do governo japonês. 

Este isolamento, contudo, não deve ser absoluto, como acontece no momento na polêmica quarentena promovida pelo Aberto da Austrália, em Melbourne. O COB pretende colocar um atleta por quarto em solo japonês, mas admite que alguns esportistas terão que compartilhar o local, embora com "distanciamento".

"Sempre que possível o atleta terá o quarto individualizado. Quando não for possível, nós teremos uma distância de 1,5 metro entre as duas camas e, no máximo, dois atletas por quarto. É importante dizer que todo o protocolo do governo japonês será cumprido durante todo o processo de aclimatação dos nossos atletas em Tóquio", afirma o diretor-geral do COB, Rogério Sampaio

Pela primeira vez, o dirigente falou sobre o período de isolamento dos atletas ao desembarcarem no Japão. E disse que os brasileiros chegarão aproximadamente 12 dias antes de iniciarem suas participações na Olimpíada. A estimativa do COB é de que o País será representado por entre 270 e 300 atletas. 

"Tudo aquilo que for exigido pelo governo japonês, para a entrada no país e para a participação nos Jogos Olímpicos, o Time Brasil irá cumprir. Hoje nós estamos cumprindo todos os protocolos exigidos pelo Comitê Organizador e pelo governo japonês. A chegada 12 dias antes nos Jogos é o suficiente para cumprir todos estes protocolos e ao mesmo tempo fazer a aclimatação dos nossos atletas", comentou.

Entre outros cuidados gerados pela pandemia, Sampaio revelou que os atletas vão receber seus uniformes diretamente nos quartos de hotel, evitando o deslocamento para a retirada em outros pontos da cidade, o que geraria maior risco de contaminação pelo novo coronavírus. "É um enxoval com quase 100 peças." 

A alimentação na Olimpíada, marcada para acontecer entre 23 de julho e 8 de agosto, também será especial. "O COB já prepara este período de aclimatação em Tóquio desde 2013. Teremos comida brasileira. Inclusive, todos os cozinheiros já passaram por um treinamento."  

Sampaio disse ainda que o Comitê contará com testes especiais para a covid-19, a partir de uma parceria da entidade com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). "Estamos finalizando um acordo com a Fiocruz, que está desenvolvendo um teste muito rápido para os nossos atletas. E todos serão muito testados neste período de aclimatação, assim como todos os dirigentes, equipes técnicas e também todos aqueles profissionais que trabalharão dentro das nossas instalações na aclimatação", afirmou o diretor-geral, que evitou projetar o número de testes a serem realizados antes e durante a Olimpíada.

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