Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

COB reforça uso de camisetas de manga comprida na Olimpíada

Brasil também investe em prevenção de lesões e trabalho mental

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 07h01

O Rio de Janeiro registrou, até o dia 22 de março, 235 casos suspeitos de chikungunya (26 confirmados), 4.289 notificações do vírus zika e 28.611 casos de dengue. Assim, cresce o temor de que os surtos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti possam afetar os atletas durante os Jogos Olímpicos do Rio.

Diante dessa situação crítica, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) pediu à fornecedora de uniformes da delegação brasileira, a Nike, que aumente a distribuição de camisetas de manga comprida. "A gente tem feito o que a população inteira do Brasil está fazendo. Recomendamos usar repelente, manga comprida, ar-condicionado ou tela", explicou Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de Esportes do COB.

Outro investimento do COB nessa reta final da preparação olímpica é a prevenção de lesões. Marcus Vinícius salienta que os atletas que ainda buscam a classificação para os Jogos do Rio estão vulneráveis ao esforço excessivo e vê o primeiro semestre de 2015 como "assustador" devido às baixas em diversos esportes.

"Temos muita preocupação com ciência do esporte. Disputar a vaga faz você ir até o máximo, facilitando o aparecimento de lesão. Estamos trabalhando a prevenção com a turma de fisioterapia, medicina e bioquímica, que faz testes para ver quem tem mais probabilidade de lesão ou menos."

Além da questão física, o COB também tem trabalhado o lado psicológico dos atletas para evitar um "7 a 1" na Olimpíada. "A gente continua reforçando as vantagens e desvantagens de jogar em casa. Temos uma equipe multidisciplinar - psicólogo, psiquiatra e terapeuta. Temos tido um resultado muito bom, está surtindo efeito de um trabalho de longo prazo. Não adianta querer trabalhar com psicólogo no dia que a gente perde um jogo ou na véspera da final", comenta Freire.

 

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