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COB veta credencial a técnico acusado de abuso por australianos

Autoridades vêm pressionando veto para o treinador Scott Volkers

O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo

18 de maio de 2016 | 14h32

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) avisou nesta quarta-feira que não concederá credenciamento ao australiano Scott Volkers, técnico de natação no Minas Tênis, para atuar na equipe brasileira durante os Jogos Olímpicos. Autoridades australianas vêm pressionando o COB e o Minas Tênis para vetar o treinador em razão de acusações de abuso sexual, ainda na década de 80, no país da Oceania.

O veto do COB foi anunciado pelo porta-voz Claudio Motta, em entrevista à agência Associated Press. De acordo com Motta, Volkers "não obterá o credenciamento para fazer parte do time olímpico brasileiro". O treinador está no Minas desde janeiro de 2012.

A decisão do COB vai de encontro às manifestações do Minas Tênis que, na semana passada, rejeitou tirar o australiano de sua equipe de natação na Olimpíada. O clube mineiro afirmara que o comportamento do técnico no clube sempre foi exemplar e que não há motivos para falar sobre possível atuação do técnico pelo Brasil na Olimpíada, já que ainda não houve convocação para os Jogos.

Pelos critérios definidos pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), entretanto, ele seria um dos treinadores. O Minas Tênis informou que não emitirá um comunicado sobre o caso e disse ao Estado que "se Scott não for convocado, é normal, tanto quanto seria se ele fosse (chamado)." A CBDA ainda não se manifestou sobre a decisão do COB.

Quando chegou ao Minas, Volkers afirmou que seu objetivo no país era ajudar o Minas e o Brasil nos jogos de 2016. O treinador foi o líder da equipe de natação da Austrália em 1992 (Barcelona), 1996 (Atlanta) e 2000 (Sydney).

Antes de vir trabalhar no Brasil, o treinador chegou a ser levado aos tribunais na Austrália na década passada sob acusação de que teria abusado sexualmente de três nadadoras naquele país. Mas não houve condenação, por falta de provas. O técnico, no entanto, foi proibido de trabalhar com crianças e adolescentes na Austrália.

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