Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

COI admite cancelar Olimpíada de Tóquio se coronavírus não estiver controlado em 2021

Presidente da entidade, Thomas Bach garante que a ideia, no momento, é que a competição seja realizada normalmente

Redação, Estadão Conteúdo

21 de maio de 2020 | 11h00

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, reconheceu nesta quinta-feira que os Jogos de Tóquio terão de ser cancelados caso a pandemia do coronavírus não estiver controlada em 2021. Em função do surto da doença pelo mundo o evento foi adiado por um ano. A afirmação de Bach está em consonância com declaração recente de Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês, de que o evento pode não ocorrer caso a virose não esteja contida. O país registra 784 mortes em função da covid-19.

"Francamente, consigo entender isso, porque você não pode empregar para sempre 3.000 ou 5.000 pessoas em um comitê organizador. Você não pode mudar todo ano a programação esportiva mundial inteira de todas as principais federações. Você não pode ter os atletas sob incertezas", afirmou Bach, em entrevista à BBC.

Bach reforçou, porém, o discurso de que o COI está completamente comprometido em realizar a Olimpíada em 2021. O dirigente reconheceu que há muitas indefinições, incluindo a possibilidade de os atletas terem de permanecer em isolamento durante o período da Olimpíada. "O que isso pode significar para a vida em uma Vila Olímpica? Todos esses cenários diferentes estão sendo considerados e é por isso que estou dizendo que é uma tarefa gigantesca, porque existem muitas opções diferentes que não são fáceis de abordar", apontou o presidente do COI.

A Olimpíada foi remarcada para o período entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Bach espera ter indicativos da situação sanitária no mundo nesse período para tomar decisões envolvendo a organização e realização do evento. "Quando tivermos uma visão clara de como o mundo será visto em 23 de julho de 2021, tomaremos as decisões apropriadas", disse.

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