Jean Christophe Bott/EFE
Jean Christophe Bott/EFE

COI anula suspensão imposta ao Kuwait em 2015 e libera presença do país em Tóquio

País estava punido após a aprovação nacional de uma lei que comprometeria a independência dos órgãos esportivos

Redação, Estadão Conteúdo

05 de julho de 2019 | 12h50

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta sexta-feira que anulou a suspensão imposta ao Comitê Olímpico do Kuwait em 2015, quando o governo nacional aprovou uma lei que comprometeria a independência dos órgãos esportivos.

"O Comitê Executivo do COI anulou totalmente a suspensão do Comitê Olímpico do Kuwait como resultado da implementação bem sucedida das ações acordadas", anunciou o COI. Entre as exigências feitas, estavam a realização de eleições para o comitê nacional e a revisão do seu estatuto.

A suspensão impediu o acesso aos recursos financeiros repassados pelo COI e forçou os kuwaitianos a participarem dos Jogos do Rio, em 2016, como atletas olímpicos independentes, sem sua bandeira nacional e execução do hino - seus representantes conquistaram uma medalha de ouro e uma de bronze -, o que agora não ocorrerá na Olimpíada de Tóquio, em 2020.

Posteriormente, o COI reduziu a punição, no ano passado, antes da realização dos Jogos Asiáticos e da Olimpíada da Juventude em Buenos Aires, enquanto aguardava a realização de novas eleições para o comitê nacional e também diante da promessa do governo de não interferir na gestão esportiva do Kuwait.

No último fim de semana, o Comitê Olímpico do Kuwait elegeu novas lideranças e manifestou o seu "desejo de inaugurar uma nova geração". O secretário geral da entidade passou a ser Husain al Musallam, um dos vice-presidentes da Federação Internacional de Natação (Fina) e assessor do xeque Ahmad al Fahad al Sabah, um dos membros mais influentes do COI.

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