Washington Alves/COB
Washington Alves/COB

COI confirma entrega de bronze herdado pela equipe do 4x100m do Brasil em Pequim

Antiga dona da medalha de ouro, equipe russa foi desclassificada após ser pega no doping

Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2016 | 12h03

Por meio de nota oficial publicada no final da manhã desta sexta-feira, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou que o Comitê Olímpico Internacional (COI) enviou a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), uma carta na qual a entidade confirma que irá entregar a medalha de bronze que a equipe feminina brasileira do revezamento 4x100m herdou devido a um caso de doping. O caso em questão envolveu uma atleta do quarteto russo que conquistou o ouro na final desta prova nos Jogos de Pequim-2008.

A CBAt informou que a carta, assinada pelo presidente do COI, Thomas Bach, foi enviada na última quarta-feira depois de o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, ter cobrado, também por meio de uma carta, uma data para a entrega das medalhas à máxima entidade olímpica.

Nesta sexta-feira, porém, a CBAt disse que a data para entrega das medalhas e diplomas correspondentes ao bronze olímpico para a equipe que foi formada por Rosângela Santos, Thaissa Presti, Lucimar Moura e Rosemar Coelho ainda será definida pelo COI.

"Brevemente nosso Departamento de Relações com os NOC (Comitês Olímpicos Nacionais) fará contato para organizar a entrega das medalhas", afirmou Bach, na carta reproduzida nesta sexta pela CBAt.

A equipe do revezamento do Brasil terminou aquela final dos 4x100m da Olimpíada de Pequim em quarto lugar e, com a desclassificação da equipe russa, herdou a medalha de bronze conquistada na pista pela equipe da Nigéria. Assim, as nigerianas consequentemente ficaram com a prata e a Bélgica, segunda colocada, com o ouro.

A atleta flagrada no teste antidoping foi Yulia Chermoshanskaya, que acabou testando positivo para duas substâncias proibidas em reanálises de exames refeitos com as amostras do material colhido em Pequim-2008. Estas reanálises foram realizadas na esteira da polêmica envolvendo o grande escândalo de doping que abalou o esporte da Rússia e tirou toda a equipe de atletismo do país da Olimpíada do Rio.

As substâncias proibidas encontradas nos reexames foram estanozolol e turinabol e, como resultado, os resultados de todo o time russo no revezamento 4x100m dos Jogos de Pequim foram cancelados, assim como a entidade obrigou as russas a devolverem suas medalhas de ouro.

O presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, comemorou a carta enviada pelo COI. "Acompanhamos o caso há tempos e fizemos pedido ao presidente Nuzman para que solicitasse a confirmação da parte do COI, já que sempre entendemos que as atletas da equipe mereciam as medalhas, em função da desqualificação da equipe russa", ressaltou o dirigente, por meio da nota publicada nesta sexta.

Com o pódio do 4x100m feminino herdado nos Jogos de Pequim, o Brasil passa a somar 16 medalhas olímpicas na história do atletismo. São cinco de ouro, três de prata e agora oito de bronze.

A punição à equipe russa no revezamento 4x100m de Pequim-2008 foi anunciada pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) apenas no último dia 16 de agosto, em meio à disputa dos Jogos Olímpicos do Rio.

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