Issei Kato/Reuters
Issei Kato/Reuters

COI detecta níveis excessivos de bactérias em sedes aquáticas de Tóquio 2020

Recorde de chuva afeta o fluxo de águas residuais na baía onde serão disputadas as provas de natação ao ar livre e triatlo

EFE

04 Outubro 2017 | 10h17

A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 anunciou nesta quarta-feira que detectou níveis de bactérias excessivas na sede que acolherá as provas de natação ao ar livre e apontou que tomará medidas para resolver o problema.

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As amostras de água tomada no mês passado no Odaiba Marine Park da baía de Tóquio, onde serão disputadas as competições de natação ao ar livre e triatlo, revelam que os níveis de bactérias coliformes (entre elas a E.coli) superaram os padrões fixados pelas federações internacionais de ambos esportes.

"Os níveis não são os adequados, então agora esperamos que as autoridades locais e a organização façam o possível para que as competições e a saúde dos atletas não sejam comprometidas", disse em coletiva de imprensa o australiano John Coates, presidente da Comissão de Coordenação do COI para 2020.

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A organização de Tóquio 2020 atribuiu o nível excessivo de bactérias às chuvas recorde que ocorreram na zona no mês passado - quando foi registrado o maior nível de precipitações em 40 anos -, condições que afetam o fluxo de águas residuais dentro da baía.

Os resultados mostram que os níveis das citadas bactérias, considerados um indicador de contaminação da água, excediam os padrões estabelecidos pelas federações internacionais em mais da metade das amostras tomadas durante 21 dias.

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"Consideraremos todas as medidas necessárias para que as provas se desenvolvam com normalidade", afirmou o diretor esportivo de Tóquio 2020 e ex-atleta olímpico Koji Murofushi, que explicou que está sendo estudada a instalação de painéis aquáticos para evitar o influxo de substâncias nocivas na baía.

A organização também destacou que o parque marítimo de Odaiba acolheu numerosos eventos esportivos nos últimos anos, entre eles competições de triatlo e de natação em águas abertas durante os quais a qualidade da água cumpria os padrões sanitários das federações internacionais.

Além disso, o presidente da Comissão de Coordenação do COI voltou a fazer uma chamada à organização para que reduza os custos dos JJOO, algo que a seu julgamento pode ser alcançado cortando o orçamento em assuntos como a Vila Olímpica ou com maiores investimentos com patrocínios.

O ajuste do orçamento "é factível" e "deveria ocorrer para rebaixar a pressão sobre os contribuintes", afirmou Coates em coletiva de imprensa ao término da reunião de dois dias entre o COI e os organizadores de Tóquio 2020 para analisar os preparativos para a reunião olímpica.

O presidente da Comissão de Coordenação também quis destacar os "progressos tangíveis" neste sentido, e em particular a construção de infraestruturas como o novo estádio olimpico da capital nipónica.

O último orçamento para organizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se situa entre 1,6 e 1,8 trilhão de ienes (R$ 47 milhões) uma quantidade na qual o COI ainda vai uma margem de recorte de US$ 1 bilhão (3,1 bilhões), segundo Coates. 

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