COI não garante que tocha seguirá percurso original

Entidade vai discutir mudanças e pode cancelar etapas; Rogge garante que o evento segue pelo mundo

EFE

08 de abril de 2008 | 09h57

A diretora de Comunicação do Comitê Olímpico Internacional (COI), a britânica Giselle Davies, adiantou nesta terça-feira que não pode dizer "claramente" que "o revezamento da tocha vá continuar como está programado". Com isso, o evento, criado em 1936 para a Olimpíada de Berlim, corre o risco de não ser realizado pela primeira vez na história, por causa dos problemas envolvendo manifestantes pró-Tibete, contra a China.Veja também: São Francisco recebe a tocha e estuda mudanças por seguranças Ativistas planejam protesto em viagem da tocha à Argentina Sarkozy: ida à Pequim depende da China e do dalai lama Protestos em Paris cancelaram revezamento Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoO belga Jacques Rogge, presidente do COI, disse que, apesar dos muitos protestos, o organismo não pensa em acabar com o percurso da tocha olímpica. "Não contemplamos este roteiro", disse Rogge ao canal de televisão France 3. "É um rumor falso, não há nada disso. Naturalmente vamos analisar o desenvolvimento do percurso da tocha desde o início, de Olímpia a Paris, já que a próxima etapa é São Francisco", disse Rogge antes de explicar que este é um procedimento padrão.A situação do revezamento será discutida pelo Comitê Executivo do COI em reunião nesta quinta e sexta-feira em Pequim, acrescentou a porta-voz. A vice-presidente do COI, a sueca Gunilla Lindberg, disse que o tema será discutido na reunião e disse que é necessário fazer uma "completa revisão" da questão. O vice-presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Olímpicos de Pequim, Kevan Gosper, disse que acredita que "a tocha continuará a itinerário previsto", apesar de que "poderiam ocorrer ajustes" em seu percurso.  "Acho que seria um erro tentar fazer algo mais do que tentar que a tocha chegue até seu último destino", acrescentou. No entanto, Gosper advertiu que, no futuro, o percurso da tocha deveria se limitar ao país organizador. As declarações dos representantes do COI vêm em conseqüência dos incidentes sofridos durante a passagem da tocha olímpica por Londres e Paris. "A tocha deveria ir de Olímpia (Grécia) ao país organizador, e espero que o Comitê Executivo (do COI) revise este ponto", disse Gosper, que ressaltou que os manifestantes que tentaram boicotar a passagem da chama olímpica estão "cheios de ressentimento e ódio". Mesmo assim, Gosper descartou que o Comitê Organizador dos Jogos de Pequim 2008 (Bocog) tenha sido ambicioso demais nos planos preparados para o trajeto da tocha olímpica.Atualizado às 17h35 para acréscimo de informações

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