COI nega planos para cancelar partes de revezamento da tocha

Jacques Rogge, presidente da entidade, garante que tudo segue está, apesar da 'tristeza' com os incidentes

Nick Mulvenney, Reuters

09 de abril de 2008 | 08h02

O Comitê Olímpico Internacional (COI) não tem planos de reduzir o trajeto do revezamento da tocha olímpica, apesar das interrupções no percurso por protestos em Londres e Paris, disse o presidente Jacques Rogge, ao norte-americano Wall Street Journal. Veja também: Richard Gere lidera ato pró-Tibete em São Francisco China confirma passagem da tocha olímpica pelo Tibete Ativistas planejam protesto em viagem da tocha à Argentina Emanuel não acredita em problemas com a tocha na Argentina Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoInformações de que o conselho executivo do COI consideraria acabar com o revezamento da tocha fora da China numa reunião em Pequim ainda nesta semana foram baseadas "em mal-entendidos", disse o presidente do COI ao jornal. "Não há discussão para cancelar nenhuma parte", acrescentou ele. "O que faremos é estudar o revezamento da tocha até agora. Faremos isso na reunião executiva de sexta-feira. Será um estudo rotineiro do que aconteceu." A chama olímpica passa por São Francisco nesta quarta-feira. Irritados com as políticas chinesas para o Tibet e com a repressão aos protestos na região himalaia no mês passado, ativistas prometeram mais manifestações iguais ou parecidas com as registradas em Londres e Paris durante a passagem da tocha no domingo e na segunda-feira. "Estou triste", disse Rogge sobre os protestos. "Estou entristecido porque o belo símbolo da tocha, que une as pessoas de diferentes religiões, diferentes origens étnicas, diferentes sistemas políticos, culturas e idiomas, foi atacado." Rogge disse que a política se convidou para entrar em questões esportivas e, ao mesmo tempo que afirmou respeitar o direito das pessoas de protestar, essas manifestações não devem ser violentas. A China acusa o Dalai Lama, o líder religioso tibetano no exílio, pelos protestos em Lhasa, capital tibetana e áreas ao redor. Ele negou por várias vezes estar por trás dos protestos.

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