Marcos de Paula / Estadão
Marcos de Paula / Estadão

Nuzman aceita convite para fazer parte do Comitê de Coordenação dos Jogos de 2020

Dirigente brasileiro receberá quase R$ 1,5 mil por dia trabalhado e também terá todas as despesas pagas pelo COI

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2017 | 10h46

Correções: 25/04/2017 | 12h30

Presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Carlos Arthur Nuzman é convidado pelo COI para fazer parte do Comitê de Coordenação para os Jogos de 2020, em Tóquio. Apesar de custo total dos Jogos de 2016 ainda não ser conhecido, o movimento olímpico optou por oferecer ao brasileiro o novo cargo. O COI também escolheu Mário Andrada, diretor de comunicações da Rio-2016, para ser um dos membros do comitê de comunicações do movimento olímpico.

O COI confirmou que Nuzman aceitou o convite, quanto Agberto Guimarães, também membro do Comitê Rio 2016 assumirá um cargo no órgão que tratará da programação olímpica.

Fazer parte do comitê de uma Olimpíada não é um cargo que se oferece automaticamente ao último organizador do evento. Sebastian Coe, presidente do Comitê Londres 2012, não fez parte do grupo que monitorou os Jogos do Rio, quatro anos depois.

Nuzman receberá quase R$ 1,5 mil por dia trabalhado, além de todas as despesas pagas pelo COI. Além do novo cargo, o brasileiro ainda concorre para o cargo de presidente da Organização Esportiva Panamericana (Odepa), em uma eleição que ocorre nesta semana. Em 2016, ele foi eleito pela sexta vez consecutivo para presidir o Comitê Olímpico Brasileiro e ficará no cargo até 2020. No total, ele terá ocupado o cargo por 24 anos. 

Nas últimas semanas, o COI vem promovendo uma campanha em jornais estrangeiros e em coletivas de imprensa para reforçar a ideia de que os Jogos no Rio geraram um legado importante para o Rio. Para um jornal suíço, por exemplo, um editorial escrito pelo ex-prefeito Eduardo Paes foi oferecido. 

Em nenhuma das ofensivas sobre o legado do evento o COI tem mencionado como a Operação Lava Jato abriu investigações sobre obras relacionadas com o evento de 2016 no Rio de Janeiro. 

Por enquanto, não se sabe sequer qual foi o custo final da Olimpíada de 2016. No início de abriu, um relatório que seria apresentado pela APO (Autoridade Pública Olímpica) não foi divulgado e, segundo o jornal O Estado de S.Paulo apurou, faltam os dados da Prefeitura do Rio de Janeiro sobre o custo das instalações esportivas para fechar a conta.

 

A APO foi extinta e deu lugar à Aglo (Autoridade de Governança do Legado Olímpico). Ela tem prazo para existir até 30 de junho de 2019, mas deve ser extinta quando acabar a verba que havia sido destinada à APO. Não se sabe ainda se será a Aglo que fará a prestação de contas da Olimpíada.

Correções
25/04/2017 | 12h30

Matéria atualizada às 12h40 com a informação de que Nuzman aceitou o convite do COI

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