COI retira mais 3 medalhas olímpicas após descobrir doping em novas análises

Artur Taymazov e Vasyl Fedoryshyn foram ordenados a devolverem suas conquistas

O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2017 | 15h50

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quarta-feira a retirada das medalhas olímpicas conquistadas por dois lutadores e por uma atleta do levantamento de peso relativas aos Jogos de 2008 e de 2012, respectivamente, após a descoberta de casos de doping por uso de esteroides anabolizantes.

O usbeque Artur Taymazov, que conquistou o ouro nos Jogos de 2008 na luta livre até 120kg, e o ucraniano Vasyl Fedoryshyn, que faturou a prata na categoria até 60kg da luta livre, foram ordenados a devolverem as suas medalhas.

A levantadora de peso russa Svetlana Tzarukaeva levou uma prata na Olimpíada de Londres, em 2012, também terá que entregar a sua medalha. A sua desqualificação fará com que a canadense Christine Girard salte do terceiro para o primeiro lugar na classificação da categoria até 63kg, pois a vencedora original, a casaque Maiya Maneza, foi desclassificada no ano passado por causa de doping.

Como a turca Sibel Simsek, que havia ficado em terceiro lugar, também teve o seu resultado anulado anteriormente, o pódio deverá ser completado pela búlgara Milka Maneva, originalmente a quarta colocada, e pela mexicana Luz Acosta, que havia sido a quinta.

O COI, que armazena as amostras de exames antidoping por dez anos, reavaliou mais de mil delas relativas aos Jogos de Pequim e Londres, com técnicas melhoradas, que permitem a detecção do uso de esteroides com alguns meses de antecedência aos exames, ao invés de apenas por um período de dias.

Um total de 65 sanções foram impostas aos atletas olímpicos de Pequim-2008 após as novas análises, disse o COI. Dessas 65 punições, 40 envolvem medalhas que foram ou são susceptíveis de serem realocadas.

Em relação aos Jogos de Londres, são 45 sanções, sendo 20 medalhistas em 2012, incluindo quatro russos que foram alvo como resultado da investigação de Richard McLaren para a Agência Mundial Antidoping sobre um programa de uso de substâncias proibidas com o apoio estatal.

Os três casos mais recentes envolveram turinabol, o esteroide mais conhecido do programa de doping da Alemanha Oriental nos anos 1970 e 1980. Taymazov também testou positivo para estanozolol, a substância que o velocista canadense Ben Johnson teve seu uso flagrado na Olimpíada de 1988.

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