Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

COI se reúne para debater consequências da pandemia no esporte

Entidade pode definir, dentre outros assuntos, a eleição de novos membros

Redação, AFP

13 de maio de 2020 | 10h55

A comissão executiva do Comitê Olímpico Internacional (COI) se reunirá nesta quinta-feira (14) por videoconferência para debater as consequências da pandemia do coronavírus no esporte, que provocou o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 para 2021.

Embora algumas federações internacionais com sede na Suíça, como a Fina (natação), já permitem o retorno parcial de seus funcionários aos escritórios, o trabalho de casa segue sendo a norma na maioria das entidades, como no próprio COI.

As grandes reuniões também continuam sendo realizadas à distância, como o Congresso da Fifa, programado inicialmente para setembro em Adis Abeba, na Etiópia, mas que finalmente acontecerá 'online' em 18 de setembro.

O 136ª Congresso do COI, previsto para a véspera da abertura dos Jogos de Tóquio, em julho, também se adaptará. O executivo olímpico deverá validar nesta quinta-feira que a reunião seja realizada "à distância, com um sistema eletrônico de segurança".

O governo do COI se pronunciará sobre outras questões, incluindo a possibilidade de eleger novos membros. Gianni Infantino, presidente da Fifa, foi eleito membro em janeiro e está previsto que o presidente da World Athletics (federação internacional de atletismo), o britânico Sebastian Coe, o seja em julho.

A vez de Coe

Foi isso que Thomas Bach, presidente do COI, deixou entender em janeiro. Embora a candidatura do inglês não tenha sido apresentada na sessão de janeiro de 2020 devido "ao risco de conflito de interesses", a porta "segue aberta para Coe em Tóquio", declarou na época o dirigente alemão.

Bach havia criticado o fato de Coe ter mantido as funções de presidente executivo de uma empresa de marketing esportivo, a CSM Sport. O planejamento do calendário olímpico de 2020 mudou completamente com o surgimento do coronavírus, que provocou mais de 290.000 mortes no mundo e paralisou praticamente todos os esportes profissionais por mais de dois meses.

Em 24 de março, o COI anunciou o adiamento dos Jogos de Tóquio, inicialmente previstos de 24 de julho a 9 de agosto de 2020, pela primeira vez na era moderna para o movimento olímpico em tempos de paz. Os Jogos foram reagendados para 23 de julho a 8 de agosto de 2021. Mas, em final de abril, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que os Jogos seriam "difíceis" de organizar caso a pandemia continuasse no ano que vem.

Nesta quinta-feira, durante três horas, o governo olímpico analisará "as consequências da crise da covid-19" nos Jogos de Tóquio e no aspecto econômico, com a divulgação das conclusões do relatório do grupo de trabalho dedicado aos atletas, às federações internacionais, aos comitês olímpicos nacionais e aos detentores dos direitos de transmissão.

Os efeitos da crise nas finanças do COI também serão abordados. Em final de abril, Bach avaliou que o adiamento dos Jogos de Tóquio representava para a entidade um custo adicional "de várias centenas de milhões de dólares". O COI, que emprega 600 funcionários, está "revisando" seu orçamento e prioridades, completou o dirigente.

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