Anne-Christine Poujoulat/ AFP
Anne-Christine Poujoulat/ AFP

Com 12 anos, atleta mais jovem da Olímpiada perde na 1ª rodada do tênis de mesa; saiba quem é ela

Hend Zazá é derrotada por austríaca em partida de 24 minutos de duração; jogadora da Síria não tem chance diante de rival mais experiente

Redação, Estadão Conteúdo

24 de julho de 2021 | 03h50

Durou apenas 24 minutos a participação da pequena síria Hend Zazá na Olimpíada de Tóquio. Com apenas12 anos, a atleta mais jovem da competição perdeu na primeira rodada do torneio de tênis de mesa, neste sábado, para a austríaca Jia Liu, número 4 do ranking mundial, por 4 a 0, com parciais de 11/4, 11/9, 11/3 e 11/5.

"Foi muito difícil me preparar psicologicamente, mas acho que consegui superar isso, e isso é o que fiz de melhor no jogo. A lição principal foi a derrota, especialmente na primeira rodada de uma Olimpíada. Na próxima vez, vou trabalhar duro para passar da primeira, segunda, terceira rodada, porque quero jogar mais nessa competição", disse Zazá, após o jogo disputado no Ginásio Metropolitano de Tóquio.

"Nos últimos cinco anos, passei por muitas experiências diferentes, especialmente com a guerra na Síria e o adiamento do financiamento para a Olimpíada de Tóquio. Essa é minha mensagem para todos na mesma situação: lutem pelo seu sonho", completou a garota.

Zazá conquistou a vaga para a Olimpíada de Tóquio ao vencer o Campeonato do Oeste Asiático, disputado em Amman, na Jordânia, no ano passado. Assim, ela carimbou o passaporte para os Jogos. Teve de ter autorização dos seus pais, e passou a ser um exemplo para as meninas de sua idade, conciliando os estudos com o esporte. A vitória na decisão do torneio foi diante de Mariana Sahakian, do Líbano, por 4 a 3. Sua rival tinha 42 anos.

GUERRA NA SÍRIA

Em 2011, a onda de protestos que abalou o Oriente Médio e o Norte da África, conhecida como Primavera Árabe, também afetou a Síria, comandada pela família Assad. O regime de Bashar Assad respondeu com força, desafiou a comunidade internacional usando, segundo indícios, armas químicas contra seu próprio povo. Dez anos depois, a Síria continua imersa na guerra civil, que deixou mais de 380 mil mortos, fez com que metade da população abandonasse suas casas e transformou antigas cidades em ruínas. Veja reportagem do Estadão.

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