Aris Messinis/EFE
Aris Messinis/EFE

Com adiamento dos Jogos Olímpicos, organização suspende o revezamento da tocha

Evento teria início no dia 26 de março e começaria em Fukushima, no Japão

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 11h36

A decisão tomada nesta terça-feira pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelo governo japonês de adiar por um ano a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio-2020 provocaram a imediata suspensão do revezamento da tocha olímpica, que tinha o início previsto para esta quinta, de acordo com os organizadores do evento. Confira as outras vezes em que as Olímpiadas foram suspensas ou canceladas.

Depois da chegada da chama olímpica ao Japão na última sexta-feira, vinda da Grécia, o revezamento começaria pela região da cidade de Fukushima, ao norte do país, que foi devastada em 2011 por um terremoto e um posterior tsunami que provocou um acidente nuclear. "O revezamento da tocha olímpica, cujo início estava programado para o dia 26 (de março), não começará", disse Yoshiro Mori, CEO dos Jogos de Tóquio-2020.

De acordo com o dirigente, a chama olímpica permanecerá a princípio na cidade de Fukushima, mas não soube precisar por quanto tempo. Mas que ela ficará no Japão, em um pacto feito pelo COI e o governo japonês, até a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2021.

"Lamento a decisão, mas estou aliviado", disse a principal autoridade da organização de Tóquio-2020 em uma entrevista coletiva em Tóquio, pouco depois do anúncio oficial do adiamento, ressaltando que o nome do evento continuará sendo o mesmo. "Agora poderemos preparar os Jogos ainda melhores".

Yoshiro Mori admitiu que serão necessários muitos ajustes depois da decisão do adiamento, inclusive com relação às sedes olímpicas. Isso porque algumas delas estão reservadas para este ano e, portanto, não poderiam ser utilizadas em 2021. "Teremos que encontrar uma forma de fazer isso, só não sabemos como ainda", ressaltou.

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