Marcelo Tasso/AFP
Marcelo Tasso/AFP

Com baixa venda de ingressos, Rio-2016 pode abrir Parque Olímpico na Paralimpíada

Pouca procura por entradas gerou déficit de cerca de R$ 200 milhões

Jamil Chade, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

19 Agosto 2016 | 12h34

Com apenas 12% dos ingressos vendidos para a Paralimpíada, o Comitê Rio-2016 estuda abrir o Parque Olímpico ao público durante os Jogos em setembro na esperança de atrair mais gente. Os ingressos a cada um dos eventos seriam apenas vendidos em cada ginásio, mas ainda assim deixando que o público possa circular pelo local.

O Comitê Rio-2016 confirmou que vai ter dinheiro público na organização dos Jogos Paralímpicos e que precisará de cerca de R$ 200 milhões para cobrir o déficit no evento.

Na quinta-feira, o presidente interino Michel Temer também confirmou que apoiará o evento. Estatais e agências como a Petrobras, BNDES, Embratur, Apex e a Caixa Econômica Federal estão entre as empresas alvo de negociações.

A prefeitura do Rio chegou a tentar comprar 500 mil ingressos, mas foi impedida pela Justiça. Nesta sexta-feira, apenas 300 mil ingressos foram vendidos, contando a cerimônia de abertura e encerramento. O temor dos organizadores é de que dezenas de competições ocorram com estádios totalmente vazios.

Os organizadores também notaram que, mesmo nos Jogos Olímpicos, um número importante de torcedores apenas compra entradas para estar dentro do Parque Olímpico, não necessariamente ocupando os lugares adquiridos.

Um dos obstáculos para adotar a estratégia é a questão da segurança, que ainda passa por uma análise.

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