Wagner Carmo / CBAt
Wagner Carmo / CBAt

Com bronze no peito, Letícia Lima festeja aprendizado nos Jogos Olímpicos da Juventude

Atleta de 17 fez melhor tempo da vida nos 200m rasos em Buenos Aires

Paulo Favero, enviado especial / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2018 | 11h00

A medalha de bronze de Letícia Lima nos Jogos Olímpicos da Juventude deixou a atleta sem reação. Ela não sabia se gritava, chorava, ria... Acabou fazendo tudo isso ao mesmo tempo ao ver seu nome no placar eletrônico na terceira posição. "Passei muito perrengue, tive dores musculares e lesões. Fiquei recuperando e treinando", confessou.

Aos 17 anos, ela nasceu em Teresina, no Piauí, mas vive na vizinha Timon, no Maranhão. "O atletismo entrou na minha vida por acaso. Treinava apenas para brincar e na primeira corrida ganhei uma bicicleta. Sempre fui rápida, mas não é só correr, exige força, capacidade e muitas outras coisas", explicou.

Para ela, sua participação nos Jogos da Juventude em Buenos Aires ficará para sempre na memória. "Foi uma emoção e aprendizado muito grande esses Jogos. Para mim, toda a equipe é campeã olímpica. Queria que tivesse essa competição todo ano, mas é minha última. Levarei na mala, além da medalha, grandes experiências", afirmou.

Letícia fez o melhor tempo de sua vida cravando 23s71. Ficou atrás apenas de Gudbjorg Jona Bjarnadottir, da Islândia, que ficou com a medalha de ouro, e da italiana Dalia Kaddari. "Fiquei muito feliz com minha prova e com a melhor marca da minha vida. Eu sabia que podia pegar essa medalha, que recompensa muita coisa. Isso é uma forma de dedicar o meu amor ao meus pais e ao meu treinador, que me apoiam, e aos meus avós que faleceram recentemente", disse, bastante emocionado.

 

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