Eugene Hoshiko / AP
Eugene Hoshiko / AP

Com duas representantes em final de quatro atletas, Brasil acaba sem medalha

Na prova dos 100m rasos da classe T11 (cegos) na Paralimpíada, tanto Jerusa Geber quanto Thalita Simplício são desclassificadas

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2021 | 08h48

Tudo deu errado para o Brasil na final feminina dos 100m rasos da classe T11 (cegos) na Paralimpíada de Tóquio. Como as atletas precisam do guia para correr, apenas quatro corredoras disputavam a decisão nas oito raias. Duas eram brasileiras, Jerusa Geber e Thalita Simplício. Ou seja, pelo menos uma medalha de bronze estaria garantida. Mas o País acabou sem nenhuma.

Recordista mundial, Jerusa era considerada favorita para o ouro, mas deu azar logo no início e a corda que a ligava ao guia acabou se rompendo. Nem chegou a completar a prova, e as câmeras mostraram que ela chorava copiosamente após o término.

O ouro ficou com a venezuelana Linda Pérez López, com o tempo de 12s05, e a prata com a chinesa Cuiqing Liu, que anotou 12s15. Thalita Simplício chegou em terceiro e ficaria com o bronze, mas acabou desclassificada após ser verificado que a corda que a ligava ao guia acabou caindo no final. Dessa forma, a prova terá apenas medalha de ouro e prata e o Brasil acabou sem nenhuma.

Aos 24 anos, Thalita Simplício já tem uma prata em Tóquio, na prova dos 400m rasos da classe T11. Já Jerusa terá outra chance nos 200m rasos, cuja disputa começa na quinta-feira e termina na sexta. Jerusa, de 39 anos, já tem três medalhas paralímpicas: um bronze em Pequim e duas pratas em Londres.

Em outra prova, Rayane da Silva fica em oitavo na final dos 100m T13 (atletas com perda parcial de visão) com o tempo de 12s52.

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