Peter Cziborra/Reuters
Peter Cziborra/Reuters

Com medalha garantida, Robson Conceição avisa que pode 'chegar longe'

Brasileiro quer surpreender o tricampeão mundial e ir para a final

Demétrio Vecchioli, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 14h20

Se a meta do Comitê Olímpico do Brasil (COB) é somar medalhas suficientes para ocupar o Top 10 pelo total de conquistas nos Jogos do Rio, Robson Conceição já fez a parte dele. Classificado para as semifinais da categoria ligeiro (até 60kg), tem garantido que voltará para a casa com uma medalha no peito. A partir de agora, é brigar para que seja de ouro.

"Tenho certeza que posso chegar muito longe. Domingo é partir para cima desse cubano para mudar a cor da medalha", avisou Robson, que às 12h30 do próximo domingo encara o velho conhecido Lazaro Jorge Álvarez, cubano tricampeão mundial e ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano passado.

Os dois já se enfrentaram na decisão do Mundial de 2013, no Casaquistão, quando o cubano levou a melhor, e também na final do Campeonato Continental, o Pan-Americano do boxe, no ano passado, na Venezuela, quando quem ganhou foi o brasileiro.

"O Lázaro é uma atleta completo. Não à toa é tricampeão mundial, campeão olímpico. Tem bons resultados em todas as competições que ele vai. Mas estou bem treinado, tranquilo, consciente, e vamos atrás do desempate", disse Robson.

Ele lembrou que a derrota em 2013 foi por decisão dividida dos árbitros, depois de ele chegar à final com um corte no rosto e desgastado das fases anteriores do Mundial, enquanto que, no Continental, inteiro, venceu o cubano por decisão unânime.

No Rio, pode pesar a favor do brasileiro o apoio da torcida, que percebeu que, se bater os pés no assoalho da arquibancada provisória do Pavilhão 6 do Riocentro, faz um barulho ensurdecedor. No domingo, a expectativa é que as arquibancadas fiquem lotadas para ver o brasileiro tentar chegar à final olímpica.

"Agradeço o apoio da torcida, que está chegando junto, está torcendo, gritando. Dá essa energia positiva que está fazendo grande diferença", avalia o brasileiro, que admitiu que foi difícil ouvir as instruções vindas do seu córner, do técnico Luiz Dórea, em razão do barulho da torcida no Riocentro.

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