Reuters/Adrees Latif
Reuters/Adrees Latif

Com vaga nas quartas, Larissa e Talita exaltam união para superar adversidades

Dupla brasileira está junta desde 2014

Mariana Durão, enviada especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 19h05

Mais do que confirmar o favoritismo técnico em quadra, em um jogo duríssimo contra as alemãs Borger e Buthe, Larissa e Talita mostraram equilíbrio emocional de campeãs para reverter os momentos adversos do jogo, que valeu vaga nas quartas de final do vôlei de praia na Olimpíada do Rio de Janeiro.

Mesmo juntas há menos tempo que as rivais - elas começaram a parceria em julho de 2014 - as brasileiras apresentam um entrosamento de velhas companheiras em quadra, o que tem ajudado a pavimentar o caminho até seu principal objetivo com a união: a medalha de ouro em casa.

"Hoje, mais uma vez, o conjunto, a nossa união ajudaram bastante. A gente não começou tão bem, da forma como a gente esperava, mas a gente conseguiu transformar o jogo. Isso cada vez mais faz a gente ficar confiante, faz com que a gente passe por momentos difíceis, isso traz um crescimento para o nosso time. Foi mais um dia especial, mais um dia pra gente aprender algumas coisas, eliminar os erros e potencializar tudo que foi de bom", disse Larissa após a vitória por 2 sets a 0, com parciais de 21/17 e 21/19.

Talita pareceu desconcentrada em alguns lances, cometendo erros de recepção e sendo alvo constante do saque das alemãs. A resposta de Larissa veio na forma de defesas espetaculares e aces, até que a parceria voltasse a se encontrar no jogo.

"É o que a Larissa disse, como nós já revertermos vários placares, ter a paciência, saber que a gente vai limpar o jogo, com calma. O set só acaba quando o árbitro apita. Até lá, o outro time vai ter que ficar pensando como pegar a gente, montando estratégia", reforçou Talita, que optou por "não se irritar com os erros" para não dar mais chances às adversárias.

TELEPATIA - As jogadoras têm adotado o discurso de que todos os jogos devem ser encarados como finais na Olimpíada. Agora faltam apenas três até um possível ouro. "A gente fala pelos olhares, pela telepatia, pela sintonia. O mais importante era a certeza de a gente ia conseguir", disse Larissa.

Emocionada após o jogo, a alemã Britta Büthe reconheceu a tarimba das brasileiras. "Durante o jogo, conseguimos ir adiante, mas a experiência da Larissa e da Talita falou mais alto e no fim elas conseguiram fazer os últimos pontos", disse a jogadora.

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