Começa o percurso da tocha olímpica por Seul

Os manifestantes protestam contra a política do Governo chinês em relação aos refugiados norte-coreanos

EFE

27 de abril de 2008 | 04h08

A tocha olímpica começou neste domingo o percurso pela capital sul-coreana no meio de fortes medidas de segurança perante possíveis tentativas de interrupção por manifestantes contrários às violações dos direitos humanos na China. Em Seul, os manifestantes protestarão também contra a política do Governo chinês em relação aos refugiados norte-coreanos, um dia antes de a chama olímpica chegar a Pyongyang, na Coréia do Norte.  O Governo chinês foi criticado várias ocasiões por devolver a seu país os refugiados da Coréia do Norte, onde correm o risco de serem torturados ou executados, segundo ativistas dos direitos humanos. O percurso da tocha, que estava previsto para começar às 14h (3h de Brasília), atrasou 30 minutos, embora os organizadores não tenham relatado incidentes. A tocha, que chegou esta madrugada ao aeroporto sul-coreano de Incheon depois de passar pelo Japão, foi recebida por uma centena de estudantes chineses favoráveis à passagem da chama olímpica por Seul e da realização dos Jogos em Pequim. As autoridades sul-coreanas mantiveram em segredo seu percurso por motivos de segurança. No entanto, se prevê que a chama olímpica passe pelas mãos de 80 pessoas durante um percurso de 24 quilômetros desde o parque olímpico, construído por ocasião das Olimpíadas realizadas em Seul em 1988, até a Prefeitura de Seul. As autoridades locais mobilizaram cerca de 8.000 policiais e um helicóptero vigiará os movimentos da comitiva olímpica. Além disso, foi advertido que qualquer pessoa que interromper a passagem da chama olímpica será detida.

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