Comitê afirma que censura à internet continuará nas Olimpíadas

Organização havia prometido liberar o acesso a sites não-chineses; jornalistas estrangeiros lamentam restrições

Ansa

30 de julho de 2008 | 11h05

O porta-voz do Comitê Organizador dos Jogos de Pequim (Bocog), Sun Weide, confirmou nesta quarta-feira que a censura a sites na China continuará durante as Olimpíadas, mesmo após as promessas de liberação do acesso à rede feitas ao Comitê Olímpico Internacional (COI).  Veja também: COI admite trato com China sobre censura na Internet nos Jogos Os jornalistas estrangeiros que estão na China lamentam não ter acesso a uma série de sites, dentre os quais os de organizações de exilados tibetanos e portais de alguns grupos cristãos, como por exemplo, o do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras.  Weide declarou que somente os portais relacionados à seita religiosa Falun Gong continuarão sob censura, pois a organização é proibida na China.  Segundo as organizações humanitárias internacionais, os seguidores da seita constituem o núcleo mais numeroso dos cerca de 25 mil chineses censurados. Na terça-feira, o COI prometeu investigar as denúncias feitas pelos jornalistas nos últimos dias. 

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