Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Comitê diz que prisão de suspeito de terrorismo influencia organização

Por precaução, Chaer Kalaoun foi preso nesta quarta-feira no Rio

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, do Rio, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2016 | 11h47

Mario Andrada, diretor de comunicação do Comitê Organizador dos Jogos do Rio, afirmou que a prisão de Chaer Kalaoun por suspeita de ligação com o terrorismo pela Polícia Federal, realizada nesta quinta-feira, tem influência direta na organização dos Jogos do Rio.

"(A prisão) não influencia nos Jogos (competições); no evento, sim. Preferimos que a pessoa tenha sido presa ou que estivesse solta? Não tem saída. Podemos pensar: prendemos o cara, temos menos risco. Outras pessoas podem dizer: 'prenderam mais uma pessoa'. Tem risco. É uma situação perde-perde", disse o dirigente.

O homem, de família libanesa, foi detido em sua casa, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por volta das 16 horas desta quarta-feira. Ele foi encaminhado para a sede da PF no Rio. Ainda não existem informações sobre eventuais intenções de atos terrorista durante os Jogos.

Andrada afirma que a questão tem dois lados também na imagem dos Jogos. "Por um lado cria (alarde), por outro lado, não cria. É um alarde a menos porque o cara está preso. Não dá para fazer muitos comentários sem saber quem foi, que tipo de evidência. Por isso, as Forças de Segurança são as mais indicadas para responder", afirmou.

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