AFP| Divulgação
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Comitê Olímpico Japonês investigará campanha de Tóquio

Japão vai averiguar candidatura da capital para sediar Jogos de 2020

Estadão Conteúdo

18 de maio de 2016 | 10h40

O Comitê Olímpico Japonês vai investigar o funcionamento da bem-sucedida candidatura de Tóquio para sediar os Jogos Olímpicos de 2020 e os pagamentos realizados a uma empresa em Cingapura, que colocaram a campanha do país como envolvida em uma investigação sobre suborno pela Justiça da França. Foi o que garantiu nesta quarta-feira o presidente do comitê do Japão, Tsunekazu Takeda.

O dirigente, que foi um dos líderes da candidatura, disse a uma comissão parlamentar que as pessoas envolvidas na campanha seriam investigadas. "Decidimos iniciar uma investigação sobre o assunto, incluindo interrogatórios das pessoas para determinar se houve alguma ilegalidade", afirmou Takeda.

A promotoria francesa disse que, aparentemente, foram transferidos 2,8 milhões de dólares de Cingapura (aproximadamente R$ 7 milhões) do Japão para uma conta em Cingapura de uma empresa chamada Black Tidings.

O titular da conta, Ian Tan Tong Han, está intimamente relacionado com o filho do ex-presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo Lamine Diack, que enfrenta acusações de corrupção.

Takeda admitiu que os pagamentos foram feitos, mas garantiu que eles corresponderam a serviços realizados, como planejamento da candidatura e aconselhamento sobre lobby.

Diack, que foi um dos homens mais influentes no mundo esportivo, era membro do Comité Olímpico Internacional (COI). Ele está sendo investigado na França e foi proibido de deixar o país enquanto o caso é avaliado.

COI DESCARTA INVESTIGAR

Já o COI não tem planos de iniciar uma investigação própria das denúncias de compra de votos vinculadas com a obtenção por Tóquio da sede da Olimpíada de 2020. De acordo com Thomas Bach, o seu presidente, o organismo olímpico seguirá participando como parte civil da investigação iniciada pelos procuradores franceses. "Não iniciaremos uma investigação paralela. Isso poderia prejudicar os procedimentos legais na França", afirmou.

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