Comitê Olímpico Paraguaio é acusado de má administração

Confederação Paraguai de Esportes acusou o comitê de declarar gastos inexistentes

ASSUNÇÃO, PARAGUAI

22 de agosto de 2008 | 23h14

A Confederação Paraguaia de Esportes denunciou hoje uma suposta má administração que teria sido feita pelo Comitê Olímpico Paraguaio (COP) com os recursos destinados à delegação que representou o país nos Jogos Olímpicos de Pequim.     O Paraguai participou em Pequim com uma delegação de 31 pessoas, incluindo sete atletas que viajaram a convite, porém sem médicos, apesar de eles constarem nos documentos como se tivessem viajado, segundo denuncia a imprensa local. "Estamos exigindo à Secretária Nacional de Esportes (SND) que fiscalize o Comitê Olímpico sobre a administração de quase dois bilhões de guaranis (US$ 500 mil) recebidos" para os atletas, afirmou o presidente da Confederação, Tomás Orué.   O dirigente disse que além da secretaria, máximo organismo oficial no esporte do país, a denúncia também foi apresentada ao escritório local da organização Transparência Internacional (TI). A denuncia de Orué foi apoiada pelos remadores Daniel Sosa e Rocío Rivarola, que representaram o país em Atenas 2004.   O presidente do COP, Ramón Zubizarreta, rejeitou as versões de que algum membro da delegação tenha se credenciado como médico sem sê-lo e esclareceu que Paul Sarubbi, ex-diretor da represa paraguaio-argentina de Yacyretá, viajou para Pequim no lugar do presidente da SND.   Zubizarreta também criticou duramente o rendimento dos atletas paraguaios e ressaltou que as atuações de Patricia Wilka, no tiro, e Víctor Fatecha, no lançamento de dardo, "foram decepcionantes". "Gastamos muito dinheiro com Patricia Wilka, enviado a atleta a vários eventos em Buenos Aires e foi um fracasso. Com Víctor Fatecha, o COP gastou um dinheirão e não deu certo, porque seu desempenho foi decepcionante", apontou o dirigente.

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