Philip Fong/AP
Philip Fong/AP

Comitê Organizador de Tóquio 2020 admite possibilidade de realizar Olimpíada sem público

Seiko Hashimoto reconhece que não contar com torcedores nas arenas esportivas deve ser levado em conta neste momento

Redação, Estadão Conteúdo

29 de abril de 2021 | 09h13

A presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, Seiko Hashimoto, admite a possibilidade de realizar o grande evento esportivo sem a presença de torcedores nas arquibancadas. A pandemia de covid-19 se agravou nos últimos dias em diferentes cidades do Japão, inclusive em Tóquio.

"Estamos numa situação muito tensa. Ter um estádio cheio de torcedores é uma possibilidade dependendo da situação. O mesmo acontece em ter um local com 50% da capacidade, ou 20 mil, 15 mil ou 5 mil pessoas nos locais. Estas são as possibilidades", declarou Hashimoto durante reunião online com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

A dirigente reconheceu que não contar com público nos equipamentos esportivos também está dentro das possibilidades estudadas pelo Comitê. "Estamos preparados para a última opção possível, que é ter os Jogos sem torcedores, desde que mantenhamos a situação atual, de estado de emergência. Mas ainda temos esperanças de que poderemos ter torcedores nas provas." Ela se refere agora aos torcedores japoneses, uma vez que os estrangeiros já estavam barrados.

O Comitê Organizador já definiu que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos não poderão receber torcedores estrangeiros. Agora, a organização discute a possibilidade de ter fãs locais, que já compraram ingressos. Mas não apresentou um prazo para anunciar esta decisão. É provável que ela aconteça no fim de maio.

O Japão entrou na semana passada em um novo estado de emergência por causa do avanço da covid-19 no país, com aumento de casos e mortes. O "lockdown" decretado na última sexta-feira impõe que as atividades esportivas aconteçam de portas fechadas, sem torcida, no momento. Inicialmente, a fase emergencial está prevista para durar até o dia 11 de maio, em Tóquio e nos distritos de Osaka, Kyoto e Hyogo. A decisão permitirá que as autoridades solicitem o fechamento temporário de restaurantes, de bares e de centros comerciais com uma área superior a mil metros quadrados, de acordo com um plano elaborado pelo governo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.