Comitê aprova evento-teste do tiro com arco, mas barulho preocupa

O evento-teste de tiro com arco termina nesta terça-feira, no sambódromo do Rio de Janeiro, com uma boa avaliação geral, mas com um ponto importante a se resolver para os Jogos Olímpicos de 2016: o barulho no entorno. Apesar de o Comitê Rio-2016 considerar que esse aspecto não atrapalhou os atletas e que as medidas tomadas foram suficientes, a Federação Internacional de Tiro com Arco já avisou que irá pedir mudanças para a Olimpíada.

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2015 | 18h25

A reclamação da entidade internacional diz respeito sobretudo ao som de buzinas dos carros que circulam nas ruas próximas - o sambódromo fica numa região bastante movimentada. O barulho do local diminuiu consideravelmente com a instalação de paredes acústicas, mas não foi o suficiente.

Uma das soluções que serão propostas para 2016 é o fechamento de ruas, mas o comitê, em princípio, descarta essa hipótese. "Será mantido como está. Como será um período de férias, haverá menor quantidade de carros nas ruas", considera Luiz Eduardo Almeida, gerente de Competição de Tiro com Arco do Rio-2016. "Vamos estudar com a prefeitura, mas, em termos de barulho, não atrapalhou em nada a competição."

Outra mudança, mas esta já prevista pela organização, será a instalação de arquibancadas temporárias. Elas ficarão próximas à área de disputa, logo abaixo das já existentes.

O evento-teste de tiro com arco foi fechado ao público - apenas convidados tiveram acesso. Apesar disso, e de a estrutura externa ser consideravelmente menor do que aquela que será usada na Olimpíada, os organizadores consideram que a competição atingiu seus objetivos.

"A gente queria testar nossas operações e fazer nossos voluntários conhecerem o tiro com arco, e isso a gente conseguiu", frisou Almeida. No total, 130 voluntários trabalharam na competição, sendo 87 diretamente na área de disputa.

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