Condições de vento para a vela estão longe do ideal em Pequim

Organizadores acreditam que os velejadores terão ventos fracos durante as disputas nas águas de Qingdao

Efe,

08 de janeiro de 2008 | 11h04

Navegar nas águas de Qingdao, sede das provas de vela dos Jogos Olímpicos de Pequim, exigirá dos velejadores grande perícia e sobretudo muita paciência, já que "as condições de vento da cidade estão longe de serem perfeitas". Assim admitiu o vice-prefeito de Qingdao, Zang Aimin, que, no entanto, afirmou que a cidade confia que "as provas de vela olímpica poderão ser realizadas sem problemas". Vários especialistas que navegaram nos locais de competição já se mostraram insatisfeitos com as condições do vento, além de um mar de fundo (ondas provocadas por temporais que deixam as águas agitadas) muito incômodo e muita corrente, motivos pelos quais a escassez de vento se torna ainda mais evidente. "Certamente, pode ser um problema para os atletas europeus e americanos, acostumados a navegar sob fortes ventos", reconheceu Zang, membro da organização. "Mas todos competem nas mesmas condições. Terão que se adaptar aos ventos da China", completou. Na melhor das hipóteses, o vento soprará a uma velocidade de cinco metros por segundo em agosto, suficiente para navegar segundo as regras internacionais, mas muito longe dos sete ou oito metros por segundo considerados ideais. A ausência de vento já foi observada nas edições de 2006 e 2007 da Regata Internacional de Qingdao, organizada para preparar a organização das provas olímpicas. Em ambas as ocasiões, as regatas tiveram que ser adiadas porque não havia vento nenhum. A organização anunciou que pretende organizar sobre a água a cerimônia de inauguração das provas de vela, que serão disputadas entre 9 e 21 de agosto, e que serão tomadas medidas para impedir que o mau tempo estrague a festa.

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