Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Divulgação
Divulgação

CBT propõe parceria para transformar Centro Olímpico de Tênis em local de treino

Entidade projeta investimento de R$ 4 milhões por ano para manutenção

Nathalia Garcia, enviada especial a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2016 | 07h00

Construído para os Jogos Rio-2016, o Centro Olímpico de Tênis ficará como legado para o esporte no Brasil. O sonho da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) é transformar o local no Centro de Treinamento Nacional e, para dar os próximos passos, o presidente Jorge Lacerda aguarda a conclusão do processo de licitação da área no dia 4 de agosto. A expectativa é positiva, e o dirigente acredita que até o fim do ano a situação esteja resolvida.

“A gente apresentou nossa proposta para os três níveis de governo, municipal, estadual e federal, e estamos acompanhando o andamento do processo junto à Empresa Olímpica Municipal (EOM). Grandes empresas mundiais, como a GL, apresentarão seus projetos e saberemos quem ganhou no dia 4 de agosto. O Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da EOM, vai nos colocar em contato com o vencedor e nós vamos mostrar nosso plano de parceria para essa empresa”, explica.

Na Barra da Tijuca, foram construídas 16 quadras de tênis. A principal, com capacidade para 10 mil espectadores, deve se tornar palco de grandes eventos, como o Rio Open. A quadra de cinco mil lugares é uma construção temporária e acabará transformada em uma escola. A terceira estrutura, para 3 mil pessoas, também é permanente. Das outras 13 quadras, espera-se que muitas delas sejam mantidas após os Jogos do Rio.

Lacerda admite que ainda não sabe o que ficará a cargo da entidade. No entanto, a CBT projeta um investimento anual de R$ 4 milhões para a manutenção do Centro Olímpico de Tênis. O presidente destaca que os gastos com segurança, limpeza e energia elétrica, devido ao uso de ar-condicionado, são os mais custosos no processo. Ele também alega que não sabe se será necessário o pagamento de IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano.

De acordo com o presidente da CBT, a captação de recursos públicos para reduzir valor final pago pela entidade é uma de suas esperanças. “Além de ter feito o edital porque é dona do terreno, a Prefeitura do Rio tem um acordo com o Ministério do Esporte e está querendo um investimento para ajudar na parte de segurança e limpeza. Se a gente tiver essa verba, reduz bastante o custo e vamos poder investir mais na parte técnica.”

O projeto da Confederação Brasileira de Tênis também inclui a mudança da sede da entidade, atualmente em São Paulo, para o Rio de Janeiro. E ainda leva em consideração a transferência e expansão da Tennis Route, academia localizada no Recreio dos Bandeirantes, liderada por João Zwetsch – capitão do Brasil na Copa Davis – e local de treinamento de diversos atleta que participam do circuito mundial de tênis.

“A gente não sabe o que será feito com as salas que estão dentro do Centro de Tênis, pode virar nossa sede. A gente levaria para lá a Tennis Route, que hoje ocupa as quadras da federação, e aumentaria esse centro, que ficaria aberto para o Brasil inteiro. Qualquer uma dessas opções é muito boa. Estamos só esperando essa decisão do dia 4”, diz Lacerda.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.