WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Confirmadas as presenças de 45 líderes de nações e 55 ministros de Esportes para Rio-2016

Ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), visitou Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, que será o palco de quatro recepções para as autoridades internacionais

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2016 | 16h58

RIO - O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), visitou neste sábado (23) o Palácio Itamaraty, sede da pasta no Rio de Janeiro. O local será palco de quatro recepções para os chefes de Estado e de governo que irão ao Rio por conta da Olimpíada e da Paralimpíada - na abertura e no encerramento de cada uma dessas competições. Por enquanto, segundo Serra, confirmaram presença 45 líderes de nações e 55 ministros de Esportes. 

A primeira e mais importante das quatro recepções será em 5 de agosto, dia da abertura da Olimpíada. O evento vai começar às 17h, e do Palácio os convidados seguirão juntos, em ônibus, para o estádio do Maracanã, onde a cerimônia de abertura começará às 20h. Ao final da recepção os líderes nacionais voltarão para o Palácio Itamaraty e só então seguirão em suas comitivas para os lugares onde estiverem hospedados. 

Serra conheceu o trajeto que os convidados farão quando chegarem ao Palácio, o local onde o presidente em exercício Michel Temer deve cumprimentá-los e o ambiente onde será realizada a recepção. Os chefes nacionais entrarão pela porta principal e vão seguir até o prédio da biblioteca, construído entre 1926 e 1930 e situado aos fundos. No trajeto passarão por corredores e pelo jardim, onde há um lago. Caso não esteja chovendo, é no jardim que Temer e sua mulher, Marcela, vão cumprimentar os convidados. A recepção ocorrerá no salão nobre e na sala de leitura da biblioteca.

Cada recepção deve reunir cerca de 1.500 pessoas. O custo delas ainda não está definido - o governo está fazendo pregões para contratar as empresas responsáveis -, mas Serra calcula que o gasto total com os quatro eventos vai superar R$ 2 milhões. O Palácio do Itamaraty está sofrendo uma reforma pontual para as recepções - simultaneamente é realizada uma outra, mais ampla.

O ministro não quis informar detalhes sobre a segurança dos chefes de Estado e de governo, mas admitiu que "a segurança aperta" em função dos recentes atentados terroristas pelo mundo. Ele se disse surpreso com a disseminação do terrorismo ligado ao fanatismo religioso - "uma espécie de doença que acomete o mundo" - e elogiou o esquema de segurança montado para a Olimpíada.

Serra elogiou a Polícia Federal pela prisão dos brasileiros suspeitos de organizar atos terroristas. "Podem ser amadores, mas esse tipo de violência não exige profissionalismo, exige fanatismo, esse tipo de doença mental", classificou.

Ao ser perguntado se, durante a eleição municipal de outubro, vai subir no palanque do candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, Carlos Roberto Osório, Serra desconversou: "Como integrante do governo, não vou subir em palanque no primeiro turno. Mas tenho militância política e no momento oportuno vamos dizer o que faremos", concluiu.

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