Coreanos querem aprender com brasileiros

Jogos Olímpicos do Rio servirão de modelo para os Jogos de Inverno de 2018

Raphael Ramos - Enviado especial a Seul, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2016 | 17h00

O Rio servirá como modelo para os Jogos de Inverno de 2018, em PyeongChang. A Coreia do Sul enviará uma comitiva ao Brasil para acompanhar os bastidores e toda a operação da Olimpíada. “Quero aprender com o Rio e aplicar em 2018”, disse o presidente do Comitê Olímpico Sul-coreano, Kim Jung-haeng.

Entre os integrantes da comitiva asiática estará o secretário-geral e vice-presidente executivo do Comitê Organizador dos Jogos de PyeongChang, Hyung-koo Yeo. “Vamos ver no Rio como operar uma Olimpíada, principalmente em relação ao fluxo de espectadores e à gestão da Vila dos Atletas”, disse.

O maior desafio está na logística. Os sul-coreanos, inclusive, pretendem firmar com o Comitê Rio-2016 um convênio para que brasileiros que estão trabalhando na organização dos Jogos visitem PyeongChang nos próximos meses. “Queremos a cooperação e o apoio do Rio com o objetivo de aumentar a eficiência dos nossos serviços”, disse Yeo.

Os sul-coreanos também pretendem utilizar os Jogos Olímpicos no Rio para promover PyeongChang. Por isso, vão montar uma casa temática em Copacabana durante a Olimpíada com o objetivo de atrair turistas ao país em 2018.

Os Jogos de Inverno têm a metade do tamanho em relação às Olimpíadas de Verão. PyeongChang, por exemplo, terá a participação de 100 países e 6.300 atletas. No Rio, serão ao todo 206 nações e 12.500 participantes.

A Coreia do Sul gastará US$ 11,3 bilhões (R$ 37,2 bilhões). Serão construídas seis arenas e reformados outros seis espaços de competição. A partir de novembro do ano que vem, os organizadores já começarão a estocar neve em galpões climatizados. A Olimpíada será realizada em fevereiro de 2018 e há o temor de que as temperaturas possam estar elevadas durante o evento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.