Vincenzo Pinto/AFP
Vincenzo Pinto/AFP

Cria do terrão do Corinthians, Malcom sai do banco para ser o herói do Brasil no ouro olímpico

Jogador revelado pelo Corinthians, atacante entra na vaga de Matheus Cunha e marca o gol da vitória sobre a Espanha na final em Tóquio

Redação, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2021 | 11h21

Uma vitória dramática, com a cara do espírito corintiano que revelou Malcom para o futebol. Cria do Parque São Jorge, o atacante entrou na prorrogação na vaga de Matheus Cunha para decidir o jogo e decretar o segundo ouro olímpico para o Brasil na vitória diante da Espanha por 2 a 1, nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Considerado uma das armas que André Jardine sempre utilizou para mudar o rumo das partidas da seleção na Olimpíada, o atacante demonstrou oportunismo para definir a jogada e garantir o ouro. O jogador do Zenit é o mais novo herói olímpico e se junta a nomes como Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol, personagens do primeiro título olímpico nos Jogos do Rio, em 2016.

O herói do título olímpico despontou para o time de cima do Corinthians após se destacar na Copa São Paulo de juniores  de 2014. O técnico Mano Menezes foi responsável pela sua integração ao time de profissionais. A estreia aconteceu contra o Criciúma, aos 17 anos.

No ano seguinte veio o primeiro título como profissional: o Campeonato Brasileiro. O seu bom futebol logo chamou atenção dos europeus e o Bordeaux, da França, foi o seu primeiro clube no exterior. Na mira dos grandes times ds Europa, Malcom acabou desembarcando em 2018 no Barcelona. Sem espaço na equipe então capitaneada por Messi, o atacante foi transferido para o Zenit, da Russia, onde reencontrou o seu bom futebol.

Convocado por André Jardine, ele era uma das armas do banco de reservas para mudar os jogos em que a seleção vinha encontrando dificuldade. E na final contra a Espanha, a estratégia do treinador acabou dando certo com a sua entrada na prorrogação. Matheus Cunha não conseguia mais ajudar na marcação e Malcom entrou.  

A partida teve também um outro nome de destaque, que deixou a sua marca no tempo regulamentar, mas acabou saindo justamente para a entrada de Malcom: Matheus Cunha. Juntos, eles construíram o resultado de 2 a 1 sobre a  Espanha na final olímpica. Ambos são meninos ainda e têm muito a festejar com a camisa da seleção. "A sensação é única. Eu insisti em jogar, em vir para cá, com nossas famílias nos incentivando aí no Brasil. A gente merece", disse Malcom. 

O gol marcado no tempo normal ainda no primeiro tempo colocou o atacante Matheus Cunha como um dos grandes nomes da final diante da Espanha. Principal nome do ataque, o camisa nove chamou a responsabilidade e mostrou porque é considerado um dos homens de confiança do técnico André Jardine.

Num primeiro tempo em que o Brasil teve tudo para sair na frente em cobrança de pênalti desperdiçada por Richarlison, foi Cunha quem efetivamente, incomodou a defesa espanhola. Ora com a presença de área, ou em jogadas de penetração, ele foi o atleta mais perigoso do time brasileiro.

E o gol marcado no final da etapa inicial comprovou o seu faro de gol. Ele aproveitou uma bola perdida na linha de fundo recuperada por Daniel Alves, teve astúcia para esperar a falha do zagueiro, frieza de dominar bem a bola e o cacoete de artilheiro para bater no contrapé do goleiro espanhol.

Desconhecido da maioria dos torcedores, Matheus Cunha deu os primeiros passos no futebol em João Pessoa, no Esporte Clube Rio Branco, mas foi no Coritiba que ele começou a se destacar. Após uma boa participação defendendo o time paranaense no Dallas Cup, ele foi direto para a Suíça defender o Sion.

Sua carreira porifissional foi construída no país europeu e já em 2017, ele foi eleito o melhor jogador do campeonato local. As boas atuações logo despertaram as atenções do RB Leipzig, que o contratou em 2018. Destaque também na Alemanha, Matheus acabou se transferindo para o Hertha Berlim no ano passado.  

Como Neymar em 2016, a dupla entra agora também para a história com os gols na vitória de 2 a 1 sobre a Espanha na final dos Jogos de Tóquio.

 

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