Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Crianças encontram o incentivo que faltava para os esportes

Alunos do Major Silvio Fleming sonham com carreiras como atletas

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2016 | 15h23

De um lado, Thalessa com forte marcação em Branca, do outro, o trio de amigos Andrey, Paulo Fatel e Leonardo festejando o sonho de, enfim, encontrarem-se com a modalidade que sonham seguir carreira. Os alunos do Major Silvio Fleming, na Mooca, fazem parte do grupo dos amantes de esportes. Sonham um dia virar estrelas, mas precisavam de um empurrãozinho.

E ele veio nesta terça-feira, com Branca. O que aqueles sonhadores precisavam, ouviram da atleta. Mesmo buscando carreiras distintas. Enquanto o trio só pensa em basquete, Thalessa quer brilhar no handebol.

Aos 16 anos, a filha de dona Patrícia e neta de dona Ana, suas incentivadores, vibrou como nunca ao acertar uma bola na cesta. Na segunda tentativa, outro acerto e saiu pulando pelo feito. "Nunca tinha conseguido acertar. A Branca me ajudou, me inspirou. Ele nos ensinou que, apesar dos obstáculos, qualquer um pode conseguir e eu consegui", festejou.

Nascia ali uma nova jogadora de basquete? "Olha, não sou muito boa no basquete e meu sonho é jogar handebol. Com esse incentivo, acho que vou conseguir." Todos estavam em êxtase com uma frase marcante de Branca. "Não podemos ter preguiça de viver. E o esporte é um estímulo. Com alto astral podemos enfrentar os desafios da vida." Era o que faltava para o trio do basquete.

Eles são apaixonados pela modalidade e formam um pequeno grupo que quer se tornar um gigante das cestas num futuro. "É o esporte que mais gosto e pratico. Sei das dificuldades, mas buscarei um treinamento específico", contou Paulo Fatel, de 14 anos.

Grandalhão em relação aos amigos de sala, o futuro pivô Leonardo, também de 14 anos, se inspira em nada menos que Michael Jordan para seguir carreira. Hoje ele apenas brinca na quadra do colégio, mas sua ambição é grande. "Vi o Jordan pela tevê na casa de um amigo, grande jogador. Quem sabe um dia não jogo como ele?", indaga. Lamenta, apenas, que poucos se interessem pelo jogo. "É tão legal, pena que a turma não gosta, eu adoro."

Andrey é quem mais abusa com a bola nas mãos. O mais baixinho dos três fala em ser um armador, "dando passes para os outros, mas fazendo meus pontos." A habilidade com a qual passa a bola por entre as pernas e dribla os amigos, mostrar que basta insistir para ter futuro.

"Eu fico olhando sempre na tevê. E gosto dos jogos das mulheres. Meu pai (Adilson) jogava basquete e quero ser como ele. Senão, invisto no handebol, que também gosto muito", fala. "A Branca falou bonito com a gente, da sua lição de vida. Me incentivou bastante."

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