AFP PHOTO / ARIS MESSINIS
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Crise no Brasil é destaque em festa de acendimento da tocha

Presidente do COI, Thomas Bach, acredita que Jogos serão 'mensagem de esperança em momentos difíceis'

O Estado de S. Paulo

21 de abril de 2016 | 08h57

Organizadores da Olimpíada e membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) destacaram a crise no Brasil durante a cerimônia de acendimento da tocha olímpica nesta quinta-feira, 21, na histórica cidade grega de Olímpia, no Templo de Hera, que foi o berço dos Jogos da Antiguidade e fica a aproximadamente 300 quilômetros de Atenas.

Para representantes do COI, o  Brasil poderá superar os atuais problemas políticos para realizar uma edição da Olimpíada, a primeira na América do Sul, com êxito. "Esses Jogos Olímpicos serão uma mensagem de esperança em momentos difíceis", declarou o presidente do COI, Thomas Bach. Durante a cerimônia, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil e do Comitê Organizador da Olimpíada, Carlos Arthur Nuzman, declarou que o evento unirá o País e vai "fazer história". O Brasil já navegou por "algumas das águas mais difíceis que já viu o movimento olímpico", disse Nuzman, que ainda destacou que os primeiros Jogos realizados na América do Sul transmitem uma mensagem que "pode e conseguirá unir" o País. 

A presidente Dilma Rousseff desistiu de participar do evento em razão do processo de impeachment, aprovado pela Câmara e agora em trâmite no Senado. Nesta semana, o COI tamnbém manifestou preocupação com a chegada da tocha olímpica ao Brasil, marcada para 3 de maio, em Brasília. O Comitê gostaria de ter confirmado a informação de que a presidente irá receber a tocha na Capital Federal.  

JOGOS

A chama foi acesa por uma atriz, Katerina Lehou, no papel de sacerdotisa, numa cerimônia em que os atores utilizavam os trajes típicos do período dos Jogos da Antiguidade e em que foram hasteadas as bandeiras do Brasil, da Grécia e da Olimpíada. O primeiro atleta a carregá-la foi o grego Eleftherios Petrounias, campeão mundial de ginástica artística nas argolas e um dos principais rivais de Arthur Zanetti, que recebeu a chama de Lehou. Posteriormente, ela foi repassada ao ex-jogador de vôlei Giovane Gávio, campeão olímpico em 1992 e 2004, que acabou sendo o primeiro brasileiro a portá-la.

Agora, o revezamento da tocha olímpica visitará a Grécia durante seis dias, antes de ser entregue às autoridades brasileiras em Atenas em 27 de abril. Depois de uma breve parada na Suíça, onde passará pela sede da Organização das Nações Unidas e pelo Museu Olímpico,a chama começará a sua viagem pelo Brasil em 3 de maio.

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