Divulgação|Fiba
Divulgação|Fiba

Cristiano Maranho torce para basquete brasileiro ficar entre os quatro

Árbitro destaca que já alcançou todos os seus objetivos na carreira

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

28 de março de 2016 | 07h05

Orgulho define o sentimento de Cristiano Maranho após ser um dos escolhidos para ser árbitro do basquete dos Jogos Olímpicos. "Participar de uma Olimpíada é o ápice do atleta, do técnico e também do árbitro que se forma no alto nível." 

O catarinense, que possui Pequim-2008 e Londres-2012 no currículo, vê a convocação como recompensa pelo trabalho que vem desenvolvendo nos últimos anos. E valoriza a oportunidade de ter a família a seu lado no Rio, já que sua mulher trabalhará como voluntária.

A experiência também lhe trouxe outras prioridades na carreira. Satisfeito com suas conquistas, Cristiano torce para que as seleções masculina e feminina façam um longo caminho na Olimpíada. Caso isso aconteça, sua vida na competição será mais curta. 

"Os objetivos pessoais que tracei na minha carreira, já alcancei. Hoje, eu torço muito para que o Brasil consiga ficar entre os quatro colocados. O basquete brasileiro precisa que a seleção consiga uma medalha. Espero que seja uma de ouro." Aos 42 anos, Maranho já apitou a final olímpica, vencida pelos Estados Unidos sobre a Espanha nos Jogos de Londres, e comandou a decisão do Mundial de 2010 entre o Dream Team e a Turquia.

O árbitro brasileiro é conhecido por seu estilo disciplinador em quadra e, para ele, essa postura desde o início da carreira foi fundamental para que atingisse um alto patamar no basquete. Cristiano também reconhece que recebe um tratamento diferenciado atualmente. "A gente tenta errar o menos possível, mas o erro faz parte do jogo. Quando você atinge um certo nível, essa margem diminui mais ainda. A responsabilidade aumenta, ao mesmo tempo também te abre portas."

Maranho descarta qualquer tipo de pressão na Olimpíada por parte do público. Segundo ele, o torcedor que vai assistir a uma partida de basquete tem como objetivo desfrutar do clima dos Jogos. Além disso, o juiz brasileiro afirma que a catimba se restringe aos times nos campeonatos nacionais e não há com que se preocupar com a rivalidade entre os participantes.

O juiz de Florianópolis apita em média 80 partidas do basquete masculino adulto. Cristiano se prepara para um jogo mais aéreo nessa situação. Por outro lado, ele se diz mais focado em jogadas de rápida movimentação e marcação durante uma partida do feminino. 

"Tem muitas interferências no masculino, os jogadores são muito velozes e saltam muito alto. O feminino é mais técnico e a agilidade é diferente. O árbitro tem de estar com um olhar mais refinado", compara. Nos Jogos do Rio, o Brasil também contará com Guilherme Locatelli no apito no basquete.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.