Cubanos adotam luxo para desfile na festa de abertura dos Jogos

Delegação de Havana será vestida por Christian Louboutin, dono de uma das marcas mais caras de sapatos

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2016 | 05h00

De porta-bandeira de uma ideologia a modelos da alta costura. Ganhar uma medalha olímpica para um atleta cubano sempre foi o reconhecimento máximo, num país comunista onde salários são mantidos em um patamar baixo e igualitário - pelo menos para a população. Mas desde o fim do bloqueio econômico dos EUA e da normalização das relações entre Havana e Washington, muita coisa começou a mudar. Inclusive para os atletas e suas roupas.

Quando os cubanos entrarem no Maracanã no dia 5 de agosto para a festa de abertura dos Jogos, não mais estarão desfilando apenas em nome de um governo que por décadas “resistiu ao imperialismo Yankee”. Desta vez também desfilarão vestido em alto estilo por um dos designers de moda mais famosos do momento: o francês com amplos negócios nos EUA, Christian Louboutin.

A Chanel já havia usado Havana como cenário nos últimos meses para fotos de suas modelos e um festival inédito na ilha comunista. Agora, é o estilista francês em parceria com a loja virtual SportyHenri, do atleta francês Henri Tai, que vai vestir e calçar os cubanos. 

“Esses atletas são super-heróis que desafiam a gravidade, o tempo, as regras da física”, afirmou o designer que tem seus sapatos usados em programas como Sex and the City e que até viraram título de uma música de Jennifer Lopez. Atualmente, seus sapatos estão entre os mais caros do mundo, com pares que chegam a custar US$ 6 mil (cerca de R$ 19 mil).

Os trajes incorporam elementos de tradições cubanas e referencias dos próprios esportistas do país. Para homens, camisas brancas, bermudas pretas, blazer vermelho e tênis de cano médio na mesma cor. Para as mulheres, camisas brancas, calças pretas no meio da canela, blazer branco e uma sandália vermelha com o detalhe da estrela da bandeira cubana.

“É a elegância e fluidez do movimento do corpo de alguém que tem pleno controle dele que fascina”, afirmou Christian Louboutin, que ainda alerta que teve de produzir peças que coubessem em “corpos espetaculares”. As roupas, porém, não estarão à venda depois do evento no Rio. Muito menos em Havana.

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Grifes famosas assinam uniformes dos países nos Jogos

Delegação brasileira vai usar trajes confeccionados pela estilista Lenny Niemeyer

Anna Rombino, especial para o Estado

28 Julho 2016 | 05h00

Foi-se a época em que os uniformes usados pelos atletas olímpicos eram meros trajes esportivos - geralmente sobrepostos pelo bom e velho conjunto de agasalho das cores da bandeira do país de cada um. Nos Jogos Olímpicos do Rio, muitos esportistas vestirão roupas de grife e farão da Cerimônia de abertura no Maracanã, uma espécie de desfile de moda.

 

Além de Cuba, que vai usar uniformes confeccionados pela luxuosa marca de calçados Christian Loubotin, outros países importantes vestirão nas cerimônias de abertura e encerramento looks assinados por estilistas e grifes importantes de seus próprios países.

 

A delegação brasileira vai usar trajes confeccionados pela estilista Lenny Niemeyer, junto com a rede de fast fashion C&A. Tudo inspirado na natureza e na diversidade do País. Vestido com estampa tropical para elas, calça cáqui para eles e blazer azul para ambos compõem o look. Já os uniformes oficiais dos convidados seguem uma linha mais minimalista.

Alguns atletas, como Ana Sátila (canoagem), Marcus D’Almeida (tiro com arco) e Aline Silva (luta olímpica) serviram de modelos. “Não tem nada mais emocionante na minha trajetória profissional do que imaginar 1.600 atletas vestidos com sua roupa para 1 bilhão de espectadores. Eu me emociono só de pensar no que vai acontecer na hora”, disse a estilista, à época do lançamento.

 

Dean e Dan Caten, os gêmeos descolados da DSquared2, ficaram responsáveis pelas peças adornadas com a folha de Maple, símbolo do Canadá, país natal dos estilistas. Os modelos são compostos por blazer vermelho, camisa branca, calça preta e tênis branco com detalhes em vermelho.

Mais uma vez foi Stella McCartney quem desenvolveu tanto os uniformes dos atletas da Grã-Bretanha, em parceria com a Adidas, quanto as roupas da cerimônia de abertura e encerramento. Ninguém sabe muita coisa sobre a coleção, mas a estilista garantiu que a bandeira não será a estrela das peças. 

Para a delegação dos EUA, a Ralph Lauren, marca americana icônica, investiu na simplicidade, com camisas polo com o famoso cavalinho da grife em três cores diferentes (vermelho, branco ou azul marinho), bermudas e calças brancas, com tênis também brancos. O detalhe é um lenço nas cores da bandeira norte-americana amarrado na cintura.

Já o português Felipe Oliveira Baptista, diretor criativo da Lacoste, marca que criada na França em 1933 pelo tenista René Lacoste, entregou para a seleção francesa um conjunto de casacos de manga comprida azul marinho com calças de alfaiataria brancas. Até mesmo os opulentos italianos abriram mão das cores e irão usar uniforme preto e branco, com pegada esportiva e assinatura da Emporio Armani, uma das grifes do estilista Giorgio Armani.

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