Joel Marklund / EFE
Joel Marklund / EFE

Daniel Dias conquista bronze e chega à 25ª medalha em Paralimpíadas

Nadador fez grande prova nos 100m livre da classe s5 e ainda tem mais três provas individuais para disputar

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2021 | 08h27

Daniel Dias começou sua última Paralimpíada com medalha. Na primeira final que disputou em Tóquio, o atleta de 33 anos, maior medalhista paralímpico brasileiro, conquistou um bronze nos 200m livres da classe s5 (para atletas amputados ou com má formação congênita nos braços) e chegou à 25ª conquista. O ouro foi do italiano Francesco Bocciardo e a prata para o espanhol Antoni Beltrán.

A prova teve grande dominância de Beltrán, que venceu por boa vantagem e quebrou o recorde paralímpico com o tempo de 2:26.76. Da mesma forma, Beltrán teve grande diferença para os demais competidores, com a marca de 2:35.20. Daniel conseguiu reduzir a vantagem para os dois primeiros no fim e marcou o tempo de 2:38.61.

"Estou aproveitando cada momento aqui em Tóquio. E esse bronze tem um sabor especial. Teve todo o processo de reclassificação funcional na natação que deixaram as provas mais duras. Eu entrei para fazer o meu melhor e fui presenteado com uma medalha. Eu comemorei bastante ali no final porque ela significa muito para mim", afirmou o nadador. 

"Estar no pódio sempre é muito bom. É o resultado de horas e horas de treino. Eu já senti esse gosto várias vezes e parece que toda vez que acontece é como se fosse a primeira", completou.

Daniel ainda tem mais quatro chances de buscar aumentar a coleção de medalhas em Tóquio: compete nos 50m borboleta, nos 50m costas e nos 50m livre. Por fim, ainda pode disputar o revezamento 4x50m livre.

O nadador brasileiro compete desde a Paralimpíada de Pequim, e tem uma coleção invejável: são 14 ouros, sete pratas e agora quatro bronzes. Em campeonatos mundiais, Daniel Dias tem 40 pódios, sendo 31 ouros, sete pratas e dois bronzes. Em Parapan-Americanos, são 33 medalhas de ouro em 33 provas.

Pouco antes da competição no Japão, Daniel passou por um processo de reclassificação funcional e os seus adversários ficaram mais fortes - ele foi colocado em uma classe com menor deficiência do que antes. Apesar da dificuldade, ele já conseguiu a primeira medalha e vai em busca de mais.

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