Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

De celular a cadeira de rodas, setor dos achados e perdidos dos Jogos está lotado

Segundo os Correios, mais de 2.600 objetos esperam por seus donos

Mônica Manir, enviada especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2016 | 05h00

Bolt passou, e Emiliano ficou a ver navios. Não por causa da rapidez do raio jamaicano, mas porque Emiliano Macarrone não tinha seus óculos de grau à mão. O argentino perdeu o acessório no Engenhão. “Me caiu do bolso”, gesticulava em frente do balcão de informações do estádio, onde também funciona o setor de Achados e Perdidos?

Óculos, celulares, documentos, cartões de crédito, chaves, carteiras e casacos lideram o ranking dos mais perdidos. Cada local de competição tem a sua unidade. Quem perdeu registra os detalhes do que perdeu. Quem achou dá seus dados se quiser. É aberto um relatório com minúcias do objeto para que, no final, alguém não queira levar o que não é seu.

Os Correios avisam que mais de 2.600 itens foram perdidos e estão disponíveis nas agências centralizadoras do Rio e das cidades de Manaus, Brasília, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo, onde ocorreram as partidas de futebol. Para não perder a viagem, os Correios sugerem ligar antes para 3004-2016.

“Muita gente chega em cima da hora e, na hora de passar na revista, esquece dentro da bandeja”, diz Monaliza Coloneze, líder adjunta-operacional. Sua história mais emocionante foi a de um americano que perdeu a pochete com R$ 1.500, 500 euros e passaporte. Uma moça fez a entrega. “Esse é um que vai embora com uma imagem boa daqui.” Tem também história pra pensar sobre tempos modernos. Mais que criança, é idoso perdido que as famílias estão reclamando no balcão.

O repositor de alimentos Fernando Souza respirava aliviado com as chaves do carro e de casa. No dia anterior, teve de ir embora de ônibus. “Economizei R$500, porque a chave é codificada.”

A jamaicana Tita Brown também se acalmou com a chegada de sua bolsa luminosa num carrinho de golfe. Aberta a bolsa, US$ 300 tinham desaparecido, assim como uma jaqueta. Mas a família saiu saltitando: o passaporte fora poupado.

Uma cadeira de rodas, porém, não encontrara reclamante. Um moço disse que encontrara a cadeira e, precisado dela, levou para casa. No dia seguinte, já com o serviço feito, trouxe de volta. Lá ia ela encaminhada ao setor dos Perdidos. No balcão do Parque Público, outra cadeira fora deixada por lá. Não reclamada, acabou incorporada ao setor de mobilidade.

PARTICIPE

Quer saber tudo dos Jogos Olímpicos do Rio? Mande um WhatsApp para o número (11) 99371-2832 e passe a receber as principais notícias e informações sobre o maior evento esportivo do mundo através do aplicativo. Faça parte do time "Estadão Rio 2016" e convide seus amigos para participar também!

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.