Marcio Fernandes/ Estadão
Marcio Fernandes/ Estadão

'Depois de cair de bunda e de cara, caio em pé para a medalha', festeja Hypolito

Atleta conquistou a medalha da prata no solo; Arthur Nory foi bronze

Nathalia Garcia e Paulo Favero, enviados especiais ao Rio, Estadão Conteúdo

14 Agosto 2016 | 20h46

O ginasta Diego Hypolito, enfim, encontrou a redenção nos Jogos Olímpicos. Sem desgrudar da medalha de prata conquistada no solo, neste domingo, o atleta mostrou-se emocionado com o pódio, que teve ainda o brasileiro Arthur Nory, com o bronze, e o britânico Max Whitlock, que ganhou o ouro.

"Esse é o dia mais importante da minha vida. Eu me propus a vir aqui depois de cair de bunda, de cara e me sentir humilhado. Aqui, caio em pé para a medalha", ressaltou Hyólito, que também afirmou: "Na hora que eu estava competindo, tentei me isolar de tudo que pudesse me atrapalhar. Já participei de outros dois Jogos Olímpicos, quando vivi momentos difíceis, mas consegui me superar. Na minha última passada veio na minha cabeça um filme de Pequim e Londres e só pensei em tirar isso, pois sei o quanto trabalhei para ter essa oportunidade novamente".

Ele se refere às duas frustrações que teve nas edições anteriores da Olimpíada, quando chegou cotado para a medalha, mas falhou no momento decisivo. "Essa medalha me mostrou que temos que sonhar alto para alcançar. Nunca deixei de acreditar. Tudo valeu a pena. Amo demais o que faço e não vou parar com a ginástica", avisou o atleta de 30 anos.

Ele é considerado um veterano para a idade, mas contou com uma ajuda importante neste ciclo olímpico: de Marcos Goto, que também é treinador de Arthur Zanetti, campeão olímpico nas argolas em Londres. "Ele é um técnico campeão e merecedor dessa medalha também", comentou Diego, que fez muita festa com sua família, presente na Arena Olímpica do Rio, na Barra da Tijuca.

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