Matt Dunham/AP
Matt Dunham/AP

Depois de dias sem solução, Rio-2016 vai trocar água da piscina do Maria Lenk

Medida vai ser tomada antes das provas de nado sincronizado

Jamil Chade, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2016 | 12h50

Depois de dias com a piscina do Maria Lenk esverdeada e sem conseguir encontrar uma solução, os organizadores da Olimpíada do Rio anunciaram neste sábado "medidas radicais" e apontaram que irão trocar parte da água do local, antes das competições do nado sincronizado.

A informação foi passada por Mario Andrada, diretor de Comunicação do Rio-2016, que chegou a anunciar durante a semana que o problema seria resolvido "em questão de horas".

Já na sexta, os organizadores indicaram que não conseguiam dar uma solução para a cor da água de uma de suas piscinas do evento, cancelaram treinamentos, admitiram que o tratamento inicial foi falho e já não colocavam um prazo para que o local volte a ter sua aparência normal.

Na sexta-feira, o diretor de comunicações do evento, Mario Andrada, admitiu que não havia um novo prazo. "O caso parece ser mais complexo", disse. Mas insistiu que a "química não é uma ciência exata".

Segundo ele, técnicos independentes e "mais experientes" foram chamados para ajudar a empresa que estava fazendo o trabalho inicial. Para a Olimpíada, a empresa "falhou" no controle inicial, quando o grau de alcalinidade começou a mudar.

Andrada chegou a dizer nos últimos dias que a irritação nos olhos de alguns atletas que se queixaram teria uma relação com a quantidade de tempo que eles mantiveram seus olhos abertos na água. Nesta sexta-feira, ele mudou de discurso e admitiu que, por conta da irritação, alguns produtos químicos usados foram dados em uma quantidade inferior e que o tratamento teve de ser modificado.

Andrada preferiu não apontar culpados e nem dizer se a empresa que prestava o serviço seria cobrada financeiramente pelos problemas.

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