Derrota de brasileiro em Pré-Olímpico aproxima Esquiva Falcão do Rio-2016

Está cada vez mais aberto o caminho para que Esquiva Falcão esteja nos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto. Um dos três entraves para que isso aconteça não existe mais. Com a derrota de Pedro Lima em sua segunda luta no Pré-Olímpico das Américas de Boxe, neste domingo, o Brasil não tem nenhum atleta classificado para o Rio-2016 entre os médios (até 75kg) e terá que buscar a vaga pelo Pré-Olímpico Mundial, em junho, em Baku, no Azerbaijão. Até lá, a Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba) pretende ter mudado seus estatutos para aceitar pugilistas profissionais.

Demétrio Vecchioli, Estadão Conteúdo

14 de março de 2016 | 08h22

Esse é um dos dois entraves ainda existentes. Atualmente, a Aiba mantém seu veto histórico aos profissionais, mas o presidente da entidade, o chinês Wu Ching-kuo, vai levar o fim desta restrição à assembleia geral em 1.º de junho. A alteração, nos planos dele, teria efeito imediato e isso permitiria a profissionais lutarem em Baku a partir do dia 14, brigando por vagas na Olimpíada.

O outro entrave é o contrato que Esquiva tem com a promotora Top Rank, uma das maiores do mercado, que gere sua carreira. Ele tem um cronograma de lutas a cumprir e precisaria de autorização da agência para se dedicar ao boxe olímpico entre junho e agosto.

Diferente do que aconteceu com Yamagushi Falcão e Everton Lopes, que geraram atrito com a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) quando migraram para o boxe profissional, Esquiva manteve boas relações com o presidente Mauro Silva.

Também pesa a favor do medalhista olímpico o fato de que o titular dos médios na seleção desde a ida ao boxe profissional era o veterano Myke Carvalho, que quebrou o braço no último torneio preparatório para o Pré-Olímpico. A CBBoxe chamou às pressas o baiano Pedro Lima, que há muitos anos não fazia parte da seleção. Derrotado nas oitavas de final em Buenos Aires por um equatoriano, não deu indícios de que poderia fazer frente ao talento de Esquiva.

Além disso, a migração de Everton para o boxe profissional, no começo do ano passado, e o doping de Clelia Costa fizeram com que o Brasil visse serem reduzidas as chances de medalha. Esquiva seria a possibilidade de reverter esse quadro. Pelas redes sociais, o pugilista já disse que, se depender dele, quer tentar o ouro olímpico que escapou em 2012.

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