Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Andre Penner/AP
Andre Penner/AP

Descontraída, Marta confia em um melhor desempenho do Brasil a cada partida em Tóquio

Craque da seleção feminina acredita que equipe tem potencial para surpreender e alcançar ouro inédito

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2021 | 06h54

Aos 35 anos, Marta demonstrou nesta terça-feira, em Miyagi, estar totalmente descontraída e confiante em um bom desempenho da seleção brasileira feminina de futebol nos Jogos Olímpicos de Tóquio, tendo potencial para surpreender e alcançar a sonhada medalha de ouro. O Brasil estreia na Olimpíada na quarta-feira, às 5 horas (horário de Brasília), diante da China.

"O que posso dizer é que essa equipe está preparada para colocar em campo o melhor de si e a gente vai buscar os resultados jogo após jogo. Podem ter certeza. Agora, quanto ao placar, queria saber se já pode começar o jogo com esse placar aí... Mas não acredito nesse tipo de superstição. O jogo é jogado e a gente vai construir nosso resultado dentro da partida. Assim espero", disse Marta, eme entrevista coletiva, brincando com o fato de o placar do estádio em Miyagi apontar 3 a 1 para o Brasil.

Eleita seis vezes pela Fifa como a melhor jogador do mundo e dona de duas medalhas de prata em Atenas/2004 e Pequim/2008, Marta mantém o desejo por vitórias e orgulho por vestir a camisa da seleção por tanto tempo.

"Para uma atleta de alto nível ela sempre vai pensar em jogar as grandes competições. A gente trabalha constantemente para que quando as oportunidades cheguem você esteja preparada. Por isso que falei que faltam palavras até mesmo pelo momento em que vivemos. Era para termos jogado a Olimpíada no ano passado e estamos jogando este ano. Mais um motivo para você se sentir privilegiada por estar aqui tendo essa grande oportunidade de jogar uma competição que qualquer atleta de alto nível gostaria de participar. Por isso é difícil explicar com palavras."

Nem mesmo a mudança na função tática da equipe, orientada pela técnica sueca Pia Sundhage, desestimulou a craque. Com a nova comandante, o jogadora tem atuado mais pelas laterais do campo. Apesar da nova posição ser mais desgastante fisicamente para a veterana, ela não reclama. 

"Joguei muitas vezes até mesmo na Suécia fazendo essa função e hoje também faço esse serviço no Orlando, dos EUA. Não é nada novo para mim. Estou procurando fazer da melhor maneira possível e lá na frente a gente tem as novinhas que estão correndo bastante. Deus queira que essa mistura e essa adaptação dê muito certo e que possamos colher bons frutos."

Uma mostra do entrosamento de Marta com Pia e o grupo pôde ser notada ao fim da entrevista, quando a estrela tocou bandolim e cantou ao lado da treinadora dentro do estádio de Miyagi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.