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Desfalcada por punições, equipe olímpica russa viaja para o Rio

Mais de 100 atletas do país foram excluídos da competição no Brasil

Estadão Conteúdo

28 de julho de 2016 | 10h22

Desfalcada por dezenas de atletas impedidos de competir em meio a um escândalo de doping no país, a equipe russa viajou nesta quinta-feira para disputar os Jogos Olímpicos do Rio. Os membros embarcaram em um avião no aeroporto de Moscou para o Brasil, apenas um dia após uma emotiva cerimônia de despedida com o presidente russo Vladimir Putin no Kremlin.

Mais de cem atletas do que era originalmente uma equipe de 387 competidores foram impedidos de participar da Olimpíada no Rio pelas federações esportivas internacionais em punições consideradas injustas por eles. "Estamos atrás de medalhas, é isso", disse a jogadora de handebol Anna Sen. "Nós precisamos lutar por aqueles atletas que foram desqualificados".

O jogador de vôlei Sergei Tetyukhin, dono de quatro medalhas olímpicas, será o porta-bandeira na cerimônia de abertura no Rio, de acordo com publicação no Instagram da saltadora Yelena Isinbayeva.

Isinbayeva se tornou uma porta-voz dos atletas russos excluídos dos Jogos Olímpicos e fez um discurso sob lágrimas para a equipe no Kremlin na última quarta. "Hoje, como nunca antes, precisamos ficar unidos e nos tornarmos uma família", disse Tetyukhin, de 40 anos, ignorando o que chamou de "provocações dirigidas para a nossa equipe e nosso poderoso país".

Não há competidores do atletismo entre o contingente que seguiu para o Rio, uma vez que toda a equipe do esporte foi proibida de competir, com exceção da saltadora Darya Klishina, que vive nos Estados Unidos, depois das revelações de doping generalizado.

A equipe de atletismo, no entanto, participou da cerimônia de despedida com Putin na quarta-feira, quando o presidente russo classificou as punições como "pura discriminação".

Embora a Rússia tenha escapado de um banimento total dos Jogos na reunião do último domingo do Comitê Olímpico Internacional, a entidade instituiu novas restrições à Rússia, determinando que as federações esportivas internacionais devem excluir qualquer atleta previamente pego exame antidoping ou que foi implicado no relatório divulgado na semana passada pela Agência Mundial Antidoping que detalhou o encobrimento de casos de uso de substâncias proibidas.

Algumas federações adotaram uma linha dura, com a exclusão de grande parte da equipe russa de eventos como remo, canoagem e natação. Outros esportes, como judô e tênis, permitiram que todos possam competir. Essas decisões podem ser alvo de ações na Corte Arbitral do Esporte.

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