Martin Bernetti/AFP
Martin Bernetti/AFP

Destaques do esporte de Argentina e Brasil pedem calma aos torcedores no Rio-2016

'A rivalidade existe. Mas ela não pode ser uma manifestação de violência', diz Felipe Wu, medalhista de prata brasileiro

Jamil Chade, Estadão Conteúdo

12 Agosto 2016 | 12h16

Destaques do esporte argentino e brasileiro se uniram nesta sexta-feira para pedir "calma e respeito" aos torcedores de ambos os países nos Jogos do Rio. Nos últimos dias, a tensão entre os torcedores chamou a atenção dos organizadores da Olimpíada, que não escondem a preocupação para os próximos dias e principalmente com o confronto marcado para este sábado entre as seleções masculinas de basquete de Brasil e Argentina.

Em um esforço para passar uma mensagem de calma, o Comitê Olímpico Internacional levou a uma entrevista coletiva, nesta sexta, dois atletas dos países vizinhos. "Esse precisa ser o jogo da paz", disse o atirador Felipe Wu, medalhista de prata brasileiro nos Jogos do Rio.

"O objetivo dos Jogos é unir. A rivalidade existe. Mas ela não pode ser uma manifestação de violência. Os torcedores precisam entender que a Olimpíada é muito maior e que une o mundo", declarou Wu.

Luciana Aymar, que está aposentada e foi um dos maiores nomes da história do hóquei sobre grama, sendo dona de quatro medalhas olímpicas, também fez o apelo aos torcedores argentinos. "É impressionante a quantidade de argentinos no Rio. Estamos vivendo uma rivalidade forte. Vemos isso em todos os Jogos. Como esportistas, temos a obrigação de transmitir que a mensagem de que a Olimpíada é diferente. Tem que haver respeito muito grande", disse.

"Por mais fanatismo que exista, seria bom que nos respeitemos e que haja paz e tranquilidade", insistiu. "Precisamos transmitir que os torcedores estejam tranquilos. Somos dois países com fanatismo grande. Isso não é ruim. Mas sempre com respeito", completou a argentina.

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