Dirigentes sérvios proíbem protestos de atletas em Pequim

Todos terão de assinar contratos onde se comprometem a não usar nem mensagens subjetivas sobre o conflito

EFE

08 de abril de 2008 | 16h21

O Comitê Olímpico Sérvio (OKS, em sérvio) fará com que os atletas que vão participar dos Jogos Olímpicos de Pequim assinem um contrato em que ficam comprometidos a não se pronunciar sobre questões políticas durante a competição. Veja também: COI admite possibilidade de mudar o percurso da tocha São Francisco recebe a tocha e estuda mudanças por seguranças Sarkozy: ida à Pequim depende da China e do dalai lama Protestos em Paris cancelaram revezamento Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoO documento obriga os atletas sérvios a "não aproveitar o evento esportivo para destacar posições políticas ou algo do tipo", informou o diário 24 Sata na edição desta terça-feira. A decisão do OKS foi motivada pela atitude do nadador Milorad Cavic, que usou uma camisa com a inscrição "Kosovo é Sérvia" após conquistar a medalha de ouro nos 50 metros borboleta no Campeonato Europeu de Natação, na Holanda. Cavic foi punido pela entidade e não poderá participar de provas individuais. O contrato não permitirá sequer mensagens "disfarçadas", como "ainda é nosso" ou "estou de acordo com Cavic", já que o Comitê Olímpico internacional (COI) vai censurar tudo que possa ser interpretado como mensagem política, segundo o comitê sérvio. "Os atletas não poderão demonstrar seu descontentamento pela independência do Kosovo durante os Jogos Olímpicos", afirmou hoje o presidente do OKS, Ivan Curkovic.  

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