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Dois dos supostos terroristas presos frequentavam templo muçulmano em São Paulo

Sheik revela que não haviam apresentado nenhuma conduta suspeita

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2016 | 17h59

O sheik da Mesquita do Pari, Rodrigo Rodrigues, de 39 anos, disse que dois dos supostos terroristas presos nesta quinta-feira, 21, pela Polícia Federal frequentavam o templo muçulmano já região central de São Paulo e que não haviam apresentado nenhuma conduta suspeita. 

Rodrigues criticou a prisão de Vitor Barbosa Magalhães e Mohamad Mounir Zakaria pela Operação Hashtag e a forma como o caso foi divulgado pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Magalhães mora em Guarulhos, na Grande São Paulo, e Zakaria é vizinho da Mesquita.

"Talvez eles tenham curtido alguma coisa na internet e por isso caíram como bode expiatório para a Polícia Federal mostrar para o mundo que ela pode prender quem quiser", disse. "Cabe à Polícia Federal provar aquilo está sendo divulgado", completa.

Sheik da Mesquita do Pari há três anos e professor de ensino religioso, Rodrigues descreveu os dois homens como pessoas "tranquilas" e que "não tinham um discurso de ódio". Ele disse que já suspeitava que alguma ação policial envolvendo muçulmanos fosse ocorrer às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio e que o radicalismo do Estado Islâmico é combatido pela religião. 

"Essa idéia de radicalismo, extremismo, eles aprendem na internet e não na Mesquita. Tanto aqui no Brasil como na Europa. Nós todos repudiamos o que o Estado Islâmico faz, de se apropriar do Islã para justificar seus atos. Em nenhum momento a Polícia Federal procurou a Mesquita para ajudar a identificar condutas suspeitas, afirmou.

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